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Rui Costa começa movimentação para construir candidatura ao Planalto, também almejada por ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad

Jacques Wagner, Fernando Haddad e Rui Costa
Ricardo Stuckert
Rui Costa (direita) ganha força para substituir Fernando Haddad como candidato do PT em 2022


Em um sinal da disputa interna em curso dentro do PT, o governador da Bahia , Rui Costa, tem se movimentado para construir uma candidatura presidencial em 2022. A inciativa é uma ameaça a Fernando Haddad, que almeja concorrer novamente. O duelo ainda não foi deflagrado abertamente, apesar de aliados do presidenciável derrotado no ano passado já terem detectado a intenção do governador baiano. 

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A ambição de Rui Costa de se colocar como protagonista no plano nacional não deve ser freada pela direção petista. Principal liderança do partido, mesmo fora de cena por causa da prisão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não foi consultado.

O governador tem o apoio de Jaques Wagner, atual senador pela Bahia e ex-governador do mesmo Estado. Ex-ministro de Dilma Rousseff, Wagner chegou a ser cotado para o posto ocupado por Haddad na última eleição e chegou a criticar decisões do PT em não apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PDT).

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Segundo o Paraná Pesquisas, o atual governador da Bahia tem aprovação acima de 72% no índice de ótimo e bom. É o melhor número entre os governantes do Partido dos Trabalhadores. A sigla também governa os Estados do Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará.

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O PT conseguiu derrotar Jair Bolsonaro na última eleição apenas nos Estados do Nordeste. Por isso, o partido avalia se não é melhor apostar em um candidato que representa a região ao invés de Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo. Em seu segundo mandato, Rui Costa não poderá se reeleger em 2022 e a candidatura à presidência passou a ser cogitada.