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Neste domingo, o governador elegeu um aliado, o secretário paulista de desenvolvimento regional, Marco Vinholi, como líder do partido no estado

Doria
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo - 2.2.19
João Doria também sugere pesquisa para mudança de postura do partido

Numa convenção do PSDB marcada pelo discurso do ex-governador e candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin, pregando o retorno do partido às origens da Social Democracia, e o atual governador paulista, João Doria, deixando em aberto a possibilidade de mudança de nome da sigla, os tucanos paulistas se reuniram neste domingo (5/5) para escolher o nome do secretário estadual de desenvolvimento Marco Vinholi como presidente da sigla em São Paulo.

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Vinholi, de 34 anos, é tido como um aliado de Doria e sagrou-se vencedor sem ter que disputar com outro candidato. O novo presidente dos tucanos paulistas tem como meta ter candidatos a prefeito em pelo menos 600 dos 645 municípios paulistas – em 2016, foram 500 candidatos.

Além disso, pretende colocar em prática daqui duas semanas um programa de ‘compliance’ no partido, com regras duras a desvios éticos. Na convenção deste domingo, Vinholi, como outros aliados de Doria têm feito, defendeu a expulsão do deputado e ex-senador tucano Aécio Neves, que no sábado saiu ovacionado da convenção do PSDB de Minas Gerais.

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– (Fazer uma faxina nos quadros políticos) é fundamental não só no PSDB mas em todos os partidos que se distanciaram da sociedade na questão ética – disse ao GLOBO.

Em conversa com jornalistas, após a convenção, Doria defendeu uma pesquisa para avaliar a mudança de nome do PSDB. Na visão do governador paulista, o levantamento deve ser feito aos moldes de “uma consulta do Ibope ou Datafolha”.

– Defendo que tenha pesquisa não só para avaliar o nome, mas as posturas do PSDB. Isso é mecanismo moderno, como fazem Ibope, Datafolha e outras instituições – disse.

Mais cedo, em discurso na convenção, Alckmin indicou que prefere o PSDB retornando aos ideais da Social Democracia que pautaram a fundação do partido, em 1988.

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– Hoje nós vivemos rodízios, hoje está na moda mudar de nome, como se nome tornasse um partido melhor ou pior, nos trouxesse alguma virtude, ou, de outro lado, perdoasse algum erro – disse.

Expulsão de Aécio Neves

Questionado sobre o fato de Aécio Neves ter sido ovacionado na convenção tucana de Minas Gerais, Doria evitou emitir uma opinião.

– Temos que ter atitude mas em respeito à nova diretoria (nacional do PSDB), que se elege no dia 31/5, vou aguardar essa decisão para me posicionar – disse.