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Após integrar base dos governos petistas, legenda decidiu descartar aliança com a esquerda e quer se apresentar como opção de centro-direita

Marcos Pereira
Divulgação/PRB
Marcos Pereira, presidente nacional do PRB, afirma que partido passará a adotar o nome de 'Republicanos'

Apesar de ter sido criado em 2005, quando abrigou José Alencar, então vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva, lá no início da era PT, o PRB está numa nova fase e não quer mais saber de qualquer relação ou aliança com a esquerda brasileira. Isso é o que diz uma reportagem publicada nesta quinta-feira (2) pelo jornal O Estado de S.Paulo , que revela que a legenda pensa até em trocar de nome e passar a se chamar "Republicanos". 

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Nos últimos anos, o PRB construiu uma das maiores bancadas no Congresso e, pertencente ao chamado Centrão brasileiro, a legenda quer agora ser reconhecida como um partido de centro-direita. Segundo a reportagem, a intenção não é ligar os " Republicanos " ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), mas também não há mais espaço para alianças com a esquerda. 

Não depender do bolsonarismo significa não adotar um posicionamento que possa ser confundido com uma direita "radical". Apesar diss, as linhas de trabalho do futuro PRB devem ser as mesmas de Bolsonaro na campanha vencedora do ano passado: eles serão conservadores nos costumes e liberais na economia.

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A diferença, segundo dizem os peerrebistas, é que o discurso será menos extremado e haverá mais convicção no liberalismo . Com isso, a legenda mira em 2022, quando poderá até ter um nome competitivo na próxima disputa presidencial.

"Não mudaremos só de nome. Mudaremos de postura. Estamos preparando o partido agora para os próximos 15 e 20 anos", afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo o deputado Marcos Pereira (SP), vice-presidente da Câmara e presidente nacional do PRB desde 2011.

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Hoje, o partido que já se denomina como Republicanos , apesar de não ter feito alterações formal do nome, vem em uma curva de ascendência, inclinada a cada eleição. Afinal, passou de 54 prefeitos em 2008 para 106 em 2016. No mesmo período, o número de vereadores saltou de 780 para 1.604. Atualmente, a bancada na Câmara tem 31 deputados federais e é a oitava maior da Casa, à frente, inclusive, de legendas tradicionais como o PSDB e o DEM.