Tamanho do texto

Com o feriado do Dia do Trabalho na quarta-feira, senadores emendam feriado e não marcam nenhuma votação em plenário até sexta-feira (3)

Senadores conversam enquanto colega discursa no Senado
Roque de Sá/Agência Senado
Corredores do Senado estão vazios na semana do Dia do Trabalho

Na semana marcada pela comemoração do Dia do Trabalho, senadores não precisarão bater ponto em Brasília. Isso porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre(DEM-AP), não convocou votações em plenário até sexta-feira (3). Estão agendadas apenas sessões não deliberativas, nas quais os parlamentares só discursam.

Leia também: Bolsonaro indica que Coaf vai ficar no Ministério da Justiça, sob alçada de Moro

Na prática, o Senado reconhecido pela maior renovação política desde a redemocratização , com o discurso de mudar tradicionais hábitos congressistas, repete os anos anteriores com o "enforcamento" de semanas com feriados como o  Dia do Trabalho .

A decisão de não marcar reuniões deliberativas até sexta-feira foi selada entre líderes na semana passada. Não apenas o plenário, mas também as comissões ficarão improdutivas esta semana. Não há sessões marcadas dos dois principais colegiados da Casa — a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a de Assuntos Econômicos (CAE). A última se reúne tradicionalmente nas terças-feiras. A CCJ ocorre nas quartas-feiras, mas poderia ser antecipada ou marcada para a quinta-feira.

Leia também: Janaina dá 'graças a Deus' por não ter aceitado ser vice: "Tenho pena do Mourão"

A única comissão com sessão prevista para esta semana é a de Educação, Cultura e Esporte, mesmo assim sem votações. Está marcada para esta terça-feira (30) uma audiência pública sobre a "importância da educação para a mudança de mentalidades e o fortalecimento das políticas para as mulheres".

Se Alcolumbre tivesse marcado reuniões deliberativas para a semana, teria dificultado a intenção de senadores que pretendem emendar o feriado. Em votações nominais, em casos de ausência não justificada, os senadores sofrem desconto no contracheque, se não registram o voto.

Na segunda-feira, apenas oito senadores falaram no plenário. Jorge Kajuru (PSB-GO) registrou o vazio dos corredores: "Quero discordar publicamente do presidente  Davi Alcolumbre  e de quem concordou com ele. Eu acho que, nesta semana, a gente deveria aqui trabalhar, votar; as comissões deveriam funcionar normalmente; e a gente deveria respeitar o feriado de 1º de maio, quarta-feira. Agora, por causa de um feriado, este  Senado  parar, só haver sessão não deliberativa e nenhuma comissão funcionar, eu acho lamentável", disse. 

Leia também: Carlos Bolsonaro critica equipe de comunicação do governo: "Falha há meses"

Com o pacote anticrime de Sergio Moro paralisado na Câmara e sem nada mais de relevante enviado pelo Executivo ao Congresso, além da reforma da Previdência, a pauta das duas Casas tem girado em função da dinâmica dos próprios parlamentares. Nesse ritmo, o Senado reduziu a velocidade de matérias votadas, que têm se concentrado basicamente nas sessões das terças e quartas-feiras, para esticar o feriado do  Dia do Trabalho