Tamanho do texto

Presidente brasileiro atribuiu a dificuldade econômica argentina ao fato de Mauricio Macri realizar as reformas econômicas que propunha pela metade

Macri e Bolsonaro
José Cruz/Agência Brasil
Bolsonaro atribuiu as dificuldades econômicas da Argentina ao fato de Macri realizar reformas econômicas pela metade

O presidente Jair Bolsonaro manifestou nesta quinta-feira sua preocupação de que a Argentina se torne uma “outra Venezuela” com a eventual eleição da ex-presidente Cristina Kirchner, que fez parte do grupo de governantes de esquerda na década passada na América do Sul, no pleito marcado para 27 de outubro deste ano. 

Em declarações à imprensa em Brasília, Bolsonaro atribuiu as dificuldades econômicas da Argentina ao fato de o presidente Mauricio Macri realizar as reformas econômicas que propunha pela metade.

"A Argentina fez uma reforma meia boca, e o Macri está tendo problema agora. E os problemas se avolumam. Pode a oposição voltar. E é uma preocupação da nossa parte, porque nós não queremos uma outra Venezuela aqui na América do Sul", disse.

A peronista Cristina lidera as pesquisas contra Macri , que tentará a reeleição em meio à recessão e à alta da inflação. Embora ainda não tenha anunciado oficialmente sua candidatura, a ex-presidente lançou nesta quinta um livro que está sendo visto tanto como uma surpresa quanto um golpe no cenário político, no que pode ser uma prévia do início de sua campanha.

Leia também: Moro anuncia novo acordo com a Argentina para facilitar extradições

Bolsonaro informou na quarta-feira que viajará à Argentina no próximo dia 6 de junho a convite de Macri. Segundo o Itamaraty, a ida de Bolsonaro a Buenos Aires demonstra a prioridade dada aos vizinhos pelo governo brasileiro. Entre os assuntos que serão discutidos estará o fortalecimento do Mercosul.

Alvo das críticas do presidente brasileiro, a Venezuela está mergulhada em uma grave crise econômica, política e social sob a presidência de Nicolás Maduro, sucessor do finado Hugo Chávez. Ele e Cristina foram dois dos principais líderes da onda de esquerda que envolveu vários países da América do Sul, junto a Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), atualmente preso por corrupção.