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Presidente da Câmara afirmou que não vai ficar fazendo a articulação política para Bolsonaro e que a reforma da Previdência precisa ser melhor trabalhada com os parlamentares para que seja aprovada neste ano

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Marcos Corrêa/PR
Rodrigo Maia disse que está incomodado com atrito com Jair Bolsonaro


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), lamentou, mas afirmou que respeita a articulação política do governo do presidente Jair Bolsonaro para tentar aprovar a reforma da previdência. Ele disse que não vai ficar no meio da articulação do governo para aprovar a reforma da previdência, uma vez que apanhou bastante e não é mulher de malandro para gostar disso.

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"O presidente da Câmara coordena 512 deputados, todos iguais. Eu recebo na residência da Câmara 50, 60 deputados. É diferente ser presidente da Câmara e presidente da República no sistema presidencialista. Só não vou ficar no meio dessa briga levando pancada da base do presidente. Não vou ser mulher de malandro, de ficar apanhando e achando bom", disse Rodrigo Maia .

Ele afirmou que é irrelevante discussões hoje de quantos votos o governo tem e a data em que vai ser votada a reforma da Previdência . Para Maia, o importante é alcançar os 308 votos necessários e aprovar uma proposta que garanta uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos.

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"Não falo mais de prazo e nem de voto. Isso atrapalha. O governo dizer que tem 200 votos hoje não faz a menor diferença. Precisa ter 308. E a data é irrelevante. O importante é a economia. O relevante é que a gente consiga R$ 1 trilhão. Infelizmente, quis o governo uma forma de articulação que eu respeito", afirmou Maia.

Rodrigo Maia  também disse que, sem reforma, o Brasil vai para um "caminho tenebroso" e que, por isso, torce para que o governo consiga a aprovação.