Tamanho do texto

Filho de José Dirceu, petista é parlamentar desde 2011 e responde processo por supostos desvios de verbas de campanha junto com o pai; saiba mais

Deputado Zeca Dirceu
Luis Macedo/Câmara dos Deputados - 16.12.2015
Deputado Zeca Dirceu (PT-PR) causou a ira do ministro Economia, Paulo Guedes

Pivô da confusão que encerrou a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre a reforma da Previdência nesta quarta-feira (3), o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) causou alarde ao chamar o ministro Paulo Guedes de "tchutchuca" com ricos e "tigrão" com os mais pobres. A afirmação irritou o titular da pasta da Economia, que deixou o local após discutir com o petista.

Leia também: Filho de José Dirceu chama Guedes de "tchutchuca com ricos e tigrão com pobres"

Apesar de ter chamado a atenção do público apenas nesta quarta-feira, o parlamentar é um nome importante dentro do Partido dos Trabalhadores. Zeca Dirceu é filho de José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil e braço direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Deputado federal desde 2011, Zeca Dirceu também foi prefeito do municipio de Cruzeiro do Oeste, no noroeste paranaense.




Desde 2017, o deputado é investigado no âmbito da Operação Lava Jato. Ele e seu pai, José Dirceu, teriam propina no valor de R$ 600 mil da empresa Odebrecht. De acordo com o relator do processo, ministro Edson Fachin, a denúncia foi baseada no delação de Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, ex-vice-presidente da empreiteira.

Apenas para a campanha de Zeca Dirceu, teriam sido direcionados R$ 250 mil. "Narra-se, ainda, que nos anos de 2010 e 2014, foram efetuados, a pedido de José Dirceu, repasses a pretexto de auxílio à campanha eleitoral do Deputado Federal Zeca Dirceu, no valor de R$ 250.000,00", narra o ministro sobre o inquérito na 'lista de Fachin'.

Leia também: Maioria no STF decide que Justiça Eleitoral pode julgar crime comum da Lava Jato

Nesta terça-feira (2), um dia antes da confusão com Paulo Guedes, o processo de Zeca Dirceu teve um andamento importante. Por conta da polêmica decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que processos da Lava Jato sobre crimes de caixa 2 e relacionados sejam julgados pela Justiça Eleitoral, Fachin determinou que  o processo que envolve o petista vá para o Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Paraná/PR.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.