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Diferente do que costuma ser feito, Benjamin Netanyahu acompanhou Bolsonaro na visita ao Muro das Lamentações, local sagrado para o judaísmo

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Reprodução/Globo News
Bolsonaro depositou um desejo no Muro das Lamentações, em Jerusalém

O presidente Jair Bolsonaro visitou o Muro das Lamentações, em Jerusalém, nesta segunda-feira (1). Ele estava acompanhado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em uma demonstração pouco comum.

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O Muro das Lamentações é um local sagrado para os judeus. Quem visita a parte que restou do que era chamado de Segundo Templo de Jerusalém faz orações e deposita pequenos papéis com desejos nas pedras calcárias que formam a estrutura.

A visita ao Muro costuma fazer parte da agenda de todos os chefes de Estado que visitam Israel. Netanyahu , no entanto, raramente acompanha os líderes estrangeiros para que o ato não simbolize um compromisso de Estado.

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) compartilhou em seu perfil no Twitter um vídeo do momento em que os dois líderes chegaram ao Muro. “Imagens que tem um significado especial para os cristãos e judeus. Que Deus abençoe nossos povos”, escreveu Joice.

Bolsonaro tem se aproximado primeiro-ministro israelense desde sua eleição no fim de 2018. O presidente já até disse que faria a transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. Ele voltou atrás após ser alertado que o ato poderia atrapalhar o comércio de carne com os países árabes, mas  anunciou a abertura de um escritório comercial do Brasil em Jerusalém .

A visita ao Muro das Lamentações faz parte dos  compromissos oficiais de Bolsonaro em sua viagem a Israel. O presidente também deve visitar a basílica do Santo Sepulcro ainda hoje. O local é um dos mais importantes para o cristianismo, uma vez que é reconhecido como lugar onde ocorreu a crucificação de Jesus Cristo. Bolsonaro não vai a lugares considerados sagrados pelos muçulmanos.