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Exceto Wilson Witzel, todos os que foram eleitos para o cargo e estão vivos já foram presos; todas as prisões aconteceram nos últimos três anos

Moreira Franco foi preso na mesma operação que deteve o ex-presidente Michel Temer
Beto Barata/PR - 23.8.17
Moreira Franco foi preso na mesma operação que deteve o ex-presidente Michel Temer

Com a prisão de Moreira Franco (MDB) na manhã desta quinta-feira (21), chega a cinco a quantidade de governadores do Rio de Janeiro que foram presos. Com exceção de Wilson Witzel, todos que foram eleitos para o comando do estado do Rio de Janeiro e estão vivos já foram presos.

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Exclui-se dessa conta os vice-governadores Nilo Batista, Benedita da Silva e Francisco Dornelles, que assumiram o mandato após a saída dos titulares. Além de Moreira Franco , Sérgio Cabral (MDB), Luiz Fernando Pezão (MDB), Anthony Garotinho (PRP) e Rosinha Garotinho (PR) foram detidos nos últimos três anos.

Sérgio Cabral foi o primeiro e cumpre pena em Bangu desde 2016. Pezão foi detido em novembro de 2018, quando ainda exercia a função de governador , e permanece na Unidade da Polícia Militar do Rio de janeiro, em Niterói.

Anthony Garotinho já foi preso três vezes. A primeira em 2016, a segunda em setembro de 2017 e a terceira em novembro do mesmo ano, quando foi detido junto com sua mulher, a também ex-governadora Rosinha Garotinho. Os dois já foram condenados, mas recorrem em liberdade. Nas últimas eleições, Garotinho foi inclusive candidato a senador.

Moreira Franco governou o estado de 1987 a 1991. Ele também foi deputado federal, prefeito de Niterói e ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e, posteriormente, de ministro de Minas e Energia do governo Michel Temer .

A Operação que prendeu o ex-ministro é a mesma que prendeu nesta manhã o ex-presidente Michel Temer . O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva dos políticos.

Segundo informações preliminares, a prisão seria resultado da delação de José Antunes Sobrinho, dono da Engevix. O empresário contou à Polícia Federal que, em 2014, pagou R$ 1,1 milhão em propina, a pedido do Coronel Lima e do ex-ministro. Ainda segundo o delator, Temer tinha conhecimento do esquema. A Engevix fechou um contrato para realizar um projeto na usina de Angra 3.

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Além de Moreira Franco e os outros ex-governadores, também foram presos no Rio todos os presidentes que assumiram a Assembleia Legislativa, de 1995 a 2017, 10 dos 70 deputados estaduais, cinco dos seis conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e o Procurador-Geral do Ministério Público Estadual.