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Antonio Augusto/PGR/Flickr
Lava Jato disse que pediu a suspensão do fundo antes mesmo do pedido feito por Raquel Dodge ao STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta segunda-feira (18) que a Caixa Econômica Federal apresente informações sobre os valores que foram depositados na conta judicial aberta após o acordo feito entre a força-tarefa da Operação Lava Jato e a Petrobras.

O acordo da Lava Jato foi suspenso pelo ministro Alexandre de Moraes na sexta-feira (15), a pedido de procuradora . Na decisão, o ministro também bloqueou valores depositados na conta, que está vinculada à 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba.

Segundo Dodge, o banco deverá fornecer informações sobre os rendimentos, taxas incidentes e forma de remuneração do valor. "A depender da alteração das regras de atualização monetária e dos rendimentos estabelecidas originariamente, poderá ocorrer uma perda significativa dessa correspondência, o que causará prejuízo ao interesse público", diz a procuradora. 

Alvo de críticas, o anúncio do acordo da força-tarefa com a estatal havia sido feito no fim de janeiro, quando a  Petrobras  destinou R$ 2,5 bilhões para criar essa fundação, visando evitar o pagamento de multas.

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Os administradores dos recursos seriam definidos pela própria força-tarefa e a fundação teria como objetivo realizar "investimento social em projetos, iniciativas e desenvolvimento institucional de entidades idôneas que reforcem a luta da sociedade brasileira contra a corrupção".

Em nota divulgada na terça-feira (12), a força-tarefa da Lava Jato reforçou que tem o intuito de "encontrar a melhor solução jurídica" para que os recursos pudessem ficar no Brasil – em vez de serem pagos como multa nos Estados Unidos– e serem "empregados em favor da sociedade brasileira, com base na melhor experiência nacional e internacional". 

Após a decisão do ministro, a força-tarefa disse que  pediu a suspensão do fundo antes mesmo do pedido feito por Raquel Dodge ao STF . Os procuradores também disseram que desde o início das tratativas para assinatura do acordo, a procuradora estava ciente sobre a negociação. 

"No documento, ainda explicita-se que esta força-tarefa, desde o ano de 2015, quando começaram as tratativas, até depois da posse da atual procuradora-geral, informou a negociação oficialmente à procuradoria-geral da República por diversas vezes", diz a nota da Lava Jato .

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