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Juiz atendeu pedidos do presidente e do Ministério Público Federal; Adélio Bispo já passou por três avaliações que apresentam divergências entre si

Adélio Bispo está preso preventivamente desde o dia do atentado
Reprodução
Adélio Bispo está preso preventivamente desde o dia do atentado

O juiz Bruno Souza Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG), autorizou que Adélio Bispo de Oliveira seja entrevistado por um médico psiquiatra indicado pelo presidente Jair Bolsonaro. Adélio Bispo de Oliveira confessou ser o autor da facada a Bolsonaro em setembro de 2018.

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Adélio Bispo está preso provisoriamente desde o dia do crime e já passou três laudos psiquiátricos para avaliar sua insanidade mental. O primeiro laudo, particular, atestou indício de transtorno delirante grave.

A avaliação seguinte teve caráter judicial psiquiátrico e apontou que Adélio sofre com transtorno delirante permanente paranoide . O resultado de um terceiro laudo, judicial psicológico, não foi revelado por ter sido classificado como sigiloso.

Na última terça-feira (12), os defensores de Adélio protocolaram na Justiça Federal um laudo complementar sobre a insanidade mental do autor confesso da facada.

Além de autorizar mais uma avaliação, o juiz Bruno Souza determinou que peritos responsáveis pelos laudos psiquiátricos e psicológicos do autor do ataque contra Bolsonaro esclareçam divergências apontadas pelo Ministério Público Federal (MPF).

"Peritos que participaram do laudo psiquiátrico divergiram do laudo psicológico, feito posteriormente, para aprofundar a investigação sobre a possibilidade de insanidade mental de Adélio Bispo", afirmou o procurador do caso, Marcelo Medina. O procurador, no entanto, não detalhou quais as divergências nos laudos e nem o teor dos documentos.

Após o atentado em Juiz de Fora , a Polícia Federal (PF) abriu dois inquéritos. O primeiro foi finalizado em 28 de setembro de 2018, logo após a ocorrência, e conclui que Adélio agiu sozinho.

Como resultado deste inquérito o Ministério Público o denunciou por por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. A Justiça acolheu a denúncia e Adélio foi indiciado e aguarda julgamento.

O segundo inquérito, por sua vez, foi aberto para apurar possíveis conexões de Adélio com pessoas que possam ter ajudado o agressor a planejar o crime. A PF segue com as investigações.

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Jair Bolsonaro foi atacado durante ato de campanha à Presidência, no dia 6 setembro, na cidade de Juiz de Fora. O presidente já passou por três cirurgias desde a facada no abdômen. Adélio Bispo , autor confesso do atentado, está preso desde então, mas Bolsonaro ainda cobra explicações sobre o crime.

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