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Ministro ressaltou que o inquérito está em andamento e ainda não foi concluído; defesa de Adélio, autor do ataque, afirma que ele agiu sozinho

Sérgio Moro disse que o inquérito está em andamento e não ainda foi concluído
Marcos Corrêa / PR
Sérgio Moro disse que o inquérito está em andamento e não ainda foi concluído

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse nesta segunda-feira (25) que vai apresentar ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), o resultado sobre o andamento das  investigações da Polícia Federal sobre o atentado sofrido pelo capitão da reserva em setembro do ano passado, em Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral.

Ao deixar um seminário sobre segurança pública, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sérgio Moro disse que o inquérito está em andamento e não ainda foi concluído. O encontro do ministro com o presidente está marcado na agenda de Bolsonaro para às 17h, no Palácio do Planalto. Também participaram do encontro o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e os dois delegados responsáveis pela investigação.

No mês passado, a Justiça Federal de Juiz de Fora (MG) autorizou  a prorrogação, por 90 dias, do inquérito que investiga quem pagou pela defesa de Adélio Bispo de Oliveira, o autor da facada em Bolsonaro .

O processo não diz respeito à investigação do atentado em si, do qual Adélio Bispo de Oliveira já é réu, e sim apenas da apuração sobre quem financiou a defesa do autor do atentado, confesso e preso em flagrante.

No primeiro inquérito, a Polícia Federal concluiu que o agressor agiu sozinho no momento do ataque e que a motivação "foi indubitavelmente política". Neste caso, Adélio foi denunciando pelo Ministério Público menos de um mês após o atentado, em 2 de outubro, por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. Dias após o indiciamento, ele se tornou réu no processo para o qual já cumpre prisão preventiva no presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS).

Já o segundo inquérito foi aberto pela Polícia Federal no dia 25 de setembro do ano passado. De acordo com o delegado Regional de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais, Rodrigo Morais, o objetivo era investigar a participação de terceiros no atentado contra Bolsonaro. 

No dia 21 de dezembro do ano passado, a polícia cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligado ao advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, responsável pela defesa de Adélio Bispo . O objetivo da operação foi tentar identificar quem estaria financiando a defesa do autor da facada em Bolsonaro.

Na ocasião, o próprio advogado afirmou que acompanhou toda a ação dos policiais federais em seu apartamento e voltou a dizer que o nome de quem o contratou para defender Adélio Bispo de Oliviera é sigiloso.

O ex-diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, por sua vez, disse que o objetivo da operação é não deixar nenhuma dúvida sobre a participação ou não de outras pessoas no caso ou descobrir se havia ou não alguma outra intenção de Adélio Bispo além do incoformismo político.

Enquanto opositores dizem que tudo não passou de uma armação e que Adélio foi contratado como "bode expiatório" para levar a culpa do atentado que ajudou Bolsonaro a se eleger, aliados do presidente acusam Adélio de ser financiado por grupos de esquerda .

"O presidente é a vítima, é interessado na investigação. Então, vai ser apresentado a ele o resultado até o momento", disse Sérgio Moro .