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No Hospital Albert Einstein, presidente foi submetido a primeiros exames após cirurgia para reverter colostomia e reconstruir trânsito intestinal

Presidente Jair Bolsonaro foi submetido a cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal em 27 de janeiro
Alan Santos/PR - 26.2.19
Presidente Jair Bolsonaro foi submetido a cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal em 27 de janeiro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) está em "excelentes condições clínico/cirúrgicas". É o que disseram os médicos do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde o presidente foi submetido, nesta quarta-feira (27), aos primeiros exames após ter ficado 17 dias internado por conta da cirurgia realizada há exatamente um mês , em 27 de janeiro.

Segundo boletim médico divulgado nesta tarde, Jair Bolsonaro  foi submetido a "avaliação médica multiprofissional" e, devido aos resultados "excelentes", foi liberado a retomar sua dieta habitual, sem restrições. Foi programada nova avaliação do quadro clínico do presidente em 30 dias.

Aos 63 anos de idade, o presidente desembarcou no aeroporto de Congonhas pouco após as 9h da manhã e, de lá, ele seguiu em comboio para o hospital, onde a avaliação médica estava prevista para as 10h.

O presidente já embarcou de volta a Brasília, onde tem reunião do Conselho de Defesa Nacional agendada para as 17h da tarde, no Palácio do Planalto. Esse é o único evento oficial marcado na agenda divulgada pela Secretaria de Imprensa.

Bolsonaro foi submetido a três cirurgias desde que sofreu ataque a faca durante evento de sua campanha , em setembro, em Juiz de Fora (MG). O último procedimento cirúrgico teve como objetivo a reversão da colostomia e reconstrução do trânsito intestinal do presidente.

A cirurgia durou sete horas e foi considerada uma "obra de arte" , segundo palavras do porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros. Apesar de a previsão inicial era de que o procedimento levasse de três a quatro horas, a equipe médica do Albert Einstein assegurou que a cirurgia "ocorreu sem intercorrências" e sem necessidade de transfusão de sangue.

Durante a recuperação, Bolsonaro passou por episódios de náusea, vômito e febre, que levaram os médicos a providenciarem uma sonda nasogástrica. Também foi registrada "alteração de alguns exames laboratoriais" no início do mês, conforme o último boletim médico divulgado pelo hospital, o que obrigou a colocação de um dreno ao lado do intestino, na região da antiga colostomia.

O episódio que desencadeou essa sequência de procedientos cirúrgicos em Jair Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal. Os resultados obtidos até o momento foram apresentados nesta semana ao presidente pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.