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Deputado é acusado de fazer viagens pessoais às custas do Estado durante o período em que foi governador de Minas Gerais; defesa de Aécio Neves nega

Aécio Neves (PSDB) teve R$ 11,5 milhões em bens bloqueados pela Justiça de Minas Gerais
Lula Marques/Agência PT - 30.8.16
Aécio Neves (PSDB) teve R$ 11,5 milhões em bens bloqueados pela Justiça de Minas Gerais


O deputado federal Aécio Neves teve bens no valor de R$ 11,5 milhões bloqueados pela Justiça de Minas Gerais nesta sexta-feira (22). A Justiça atendeu ao pedido do Ministério Público Estadual, que pedia o bloqueio do valor para futuros ressarcimentos caso o tucano seja condenado por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito por uso exacerbado de aviões no período em que foi governador (2003 a 2010).

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Segundo a acusação do MPE, Aécio Neves se deslocou por meio de aviões e helicópteros 1.424 vezes. Em todas as ocasiões, os usos das aeronaves foram pagos pelo Estado. No mesmo processo constam 116 idas a cidade de Cláudio, onde o então governador teria desapropriado um terreno para construir um aeroporto de uso praticamente pessoal.

"O citado utilizou da máquina pública, quando na função de Governador de Estado, para fins escusos, realizando mais de 1.000 viagens em aeronaves oficiais sem justificar a finalidade. Dessa forma, o requerido ignorou o principio da Publicidade e da Probidade da Administração Pública, utilizando-se de dinheiro público em benefício próprio", diz a decisão desta sexta-feira (22).

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Na manifestação à Justiça, a defesa de Aécio explica que uso das aeronaves ocorreu dentro dos limites das regras em vigor na época e que o MPE tinha contestado apenas 206 voos, entendendo que os demais estavam regulares.

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Ex-presidente do PSDB , Aécio foi governador de Minas Gerais de 2003 a 2010. Atual deputado federal, o tucano também é investigado por recebimento de propina do Grupo J&F depois de ser divulgada uma conversa do então senador com o empresário Joesley Batista. Na ligação de telefone, Aécio pede R$ 2 milhões que seriam suados no pagamento para advogados. 

De acordo com as delações de Ricardo Saud e Joesley Batista, ex-executivos da J&F, foi repassada a quantia de R$ 60 milhões a diversas empresas indicadas por Aécio Neves durante todo o ano de 2014. Os pagamentos foram feitos através de emissão de notas fiscais frias. Desta forma, partido aceitavam a coligação com o PSDB, dando apoio à campanha de Aécio à presidência.

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