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Envolvido nas denúncias de candidaturas de 'laranjas' na última eleição, ex-presidente do PSL deixa o cargo de secretário-geral da Presidência

Gustavo Bebianno foi exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil/Valter Campanato
Gustavo Bebianno foi exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro

A exoneração do ex-presidente do PSL Gustavo Bebianno Rocha do cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República foi publicada hoje (19) no Diário Oficial da União. O documento também oficializaou o general da reserva Floriano Peixoto Vieira Neto como novo titular da pasta.

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O anúncio da exoneração foi feito pelo porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros no final da tarde desta segunda-feira (18). Na carta lida, Bolsonaro agradeceu o trabalho realizado pelo ministro e desejou sorte. Gustavo  Bebianno  era o presidente do PSL durante as eleições de 2018 e caiu sobre ele as denúncias de 'candidaturas-laranjas' pelo partido. Veja o vídeo em que Jair Bolsonaro explica a exoneração abaixo:

"O excelentíssimo senhor presidente da República, Jair Messias Bolsonaro , decidiu exonerar nesta data, do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência . O senhor presidente da República agradece sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso na nova caminhada", diz o documento.

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O porta-voz evitou comentar a razão pela qual houve demora para anunciar a exoneração do ministro, que tem sido discutida desde o início da semana passada. Segundo Rêgo Barros, trata-se de uma "decisão de foro íntimo do presidente".

Rêgo Barros também negou que o termo de exoneração do ex-secretário-geral já estava assinado por Bolsonaro. "Não foi antecipadamente assinado. O presidente assinará hoje mesmo", garantiu.

Entenda a crise envolvendo Bebianno

Ex-presidente do PSL, Bebianno era um dos homens de confiança de Bolsonaro
Reprodução/Instagram Gustavo Bebianno
Ex-presidente do PSL, Bebianno era um dos homens de confiança de Bolsonaro

Em denúncia no último dia 9 de fevereiro , o jornal Folha de S.Paulo informou que o PSL repassou verbas públicas para uma candidata a deputada federal em Pernambuco e quatro em Minas Gerais, suspeitas de serem candidatas laranjas  , ou seja, candidatas que não fizeram campanha efetivamente. 

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Os repasses teriam sido autorizados pelo ex-secretário geral da Presidência que foi presidente do partido durante o período eleitoral. Depois de ser acusado, o advogado tentou afastar os boatos de que estava mal visto pelo presidente afirmando que ambos conversavam com frequência. "Só hoje falei com o presidente três vezes", disse na última terça-feira (12).

 Depois disso, na quarta-feira (13), o filho do presidente e vereador do Rio de Janeiro, Carlos  Bolsonaro, divulgou um áudio do pai afirmando que era uma "mentira absoluta" que ele teria conversado com o então ministro. A publicação foi repostada pelo presidente. Desde então, começou a pressão no Palácio do Planalto pela demissão de Gustavo  Bebianno  , o que só aconteceu nesta segunda-feira (18).