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Demissão de ministro é aguardada para esta segunda-feira; nova publicação trouxe portaria do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Confirmação da exoneração do ministro Gustavo Bebianno precisa ser feita por meio do Diário Oficial da União
Marcos Corrêa/PR
Confirmação da exoneração do ministro Gustavo Bebianno precisa ser feita por meio do Diário Oficial da União

Em meio à expectativa da exoneração do ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, uma edição extra do Diário Oficial da União foi publicada na tarde desta segunda-feira (18). No entanto, em vez da demissão do ministro, a nova publicação dos atos do governo trouxe uma portaria do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, autarquia vinculada ao Ministério da Educação.

No final de semana, interlocutores do governo afirmaram que o presidente Jair Bolsonaro já havia assinado a demissão de Bebianno. Segundo o vice-presidente Hamilton Mourão, o anúncio da demissão, será feito ainda hoje. Questionado por que a exoneração ainda não foi publicada no " Diário Oficial da União ", Mourão não soube dar detalhes.

"Eu acho que o presidente estava aguardando alguma coisa", afirmou. Mourão esteve nesta manhã em audiência com Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

Bebianno é acusado de participar de um suposto esquema de candidatos laranjas do partido, quando ainda era presidente.  O ministro tentou afastar os boatos de que estava mal visto pelo presidente afirmando que ambos conversavam com frequência. "Só hoje falei com o presidente três vezes", disse Bebianno, na última terça-feira (12).

Mas a declaração de Gustavo Bebianno logo foi desmentida pelo filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), que divulgou um áudio do pai afirmando que era uma "mentira absoluta" que ele teria conversado com o ministro. A publicação foi repostada pelo presidente. Desde então, há pressão no Palácio do Planalto pela sua exoneração. 

Leia também: Bolsonaro deve adotar "critérios claros" sobre Bebianno, diz Janaina Paschoal

No entanto, com a saída do ex-presidente do PSL , existe um impasse. Afinal, apesar de ser apontado como sucessor natural no comando da pasta, o secretário-executivo, general da reserva Floriano Peixoto, ficaria hierarquicamente acima de outro general, Maynard Santa Rosa, que é chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), subordinada à Secretaria-Geral.

Mas, dentro da hierarquia do Exército, Maynard é um general de quatro estrelas, enquanto Peixoto é de três estrelas. Com isso, a hierarquia militar esbarraria na hierarquia política, gerando um estranhamento. Por conta disso, de acordo com informações da Globo News, Floriano deve assumir a pasta apenas interinamente, não ficando no cargo devido à hierarquia do Exército.

A decisão do presidente de exonerar o ministro foi tomada após um encontro tenso com Gustavo Bebianno no fim da tarde da última sexta-feira (15) no Palácio do Planalto, em Brasília, mas ainda precisa ser confirmada por meio do Diário Oficial da União . O ministro tentava um encontro com o Bolsonaro desde quarta-feira (13), mas havia sido colocado "na geladeira" pelo presidente.

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