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O governador de SP participou hoje (5) de uma reunião sobre desestatização; Rodovias, aeroportos e portos também devem ser privatizados

João Doria participou de reunião com grupo que pretende viabilizar PPPs
Divulgação/Assessoria João Doria
João Doria participou de reunião com grupo que pretende viabilizar PPPs

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na manhã desta terça-feira (5) que o Zoológico e o Jardim Botânico da capital devem ser privatizados. Doria participou da 1ª reunião do Conselho de Parcerias Público-Privadas e Desestatização do Governo do Estado. Segundo ele, novas privatizações devem ser anunciadas.

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A reunião contou também com a presença do Secretário de Estado da Fazenda, Henrique Meirelles. O grupo que se reuniu nesta manhã pretende viabilizar mais de trinta projetos. Segundo João Doria , o objetivo é desonerar os cofres públicos e trazer mais eficiência aos serviços prestados à população.


Doria anunciou também a privatização dos 20 aeroportos regionais do estado, além dos cinco que já estão concedidos ao setor privado. Segundo ele, o processo de ocorrer nos próximos dois anos e o objetivo é “ganhar capilaridade e ação efetiva para o transporte de passageiros com vistas ao turismo, negócios e carga.”


Outro projeto de desestatização do tucano é o do Porto de São Sebastião, no litoral norte do estado. “O Porto de São Sebastião será privatizado. É um porto importante no escoamento de produção agro, mas ao receber investimento privado poderá ser capacitado para ampliar muito”, afirmou o governador em evento do banco Crédit Suisse no fim de janeiro.

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O governador paulista também demonstrou interesse em privatizar o Porto de Santos, o maior do país, que pertence ao governo federal. O ministro de Infraestrutura Tarcísio de Freitas, no entanto, descartou a possibilidade.


Doria foi eleito com um programa que prioriza investimentos privados. O governador afirmou logo após a eleição que pretendia implantar um amplo programa de privatizações, concessões e parcerias público-privadas (PPPs) para rodovias, portos, aeroportos regionais, serviços de balsas e para a hidrovia Tietê-Paraná.

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Como prefeito de São Paulo, João Doria também tinha um programa recheado de promessas de privatizações, incluindo as polêmica venda do Parque Ibirapuera. Mas durante o pouco mais de um ano que ficou no cargo nenhum deles saiu do papel.


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