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Como Flávio Bolsonaro se tornou senador, o caso deixa o Ministério Público do Rio de Janeiro e passa a ser da alçada do promotor Cláudio Calo

Caso Queiroz troca de promotor com Flávio Bolsonaro assumindo um lugar no Senado
Reprodução/Facebook
Caso Queiroz troca de promotor com Flávio Bolsonaro assumindo um lugar no Senado


A posse de Flávio Bolsonaro como senador da República pode mudar os rumos do caso Queiroz. Isto porque com uma posição federal, o político deixará de ser investigado pelo procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), Eduardo Gussem. Desta forma, o promotor Claudio Calo, da promotoria de investigação penal, assume  a investigação.

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Claudio Calo é o promotor que no ano passado assinou a denúncia contra Rivaldo Barbosa e Carlos Lebos, ex-chefes da Polícia Civil do Rio de Janeiro acusados de crimes na Lei de Licitações. Agora, cabe a Calo investigar a maior denúncia envolvendo a família Bolsonaro desde que Jair assumiu a presidência, já que o caso Queiroz segue sob sigilo e sem que Flávio ou o próprio Fabrício Queiroz tenham prestado os respectivos depoimentos.

Usuário do Twitter, o promotor segue Bolsonaro e seus filhos, inclusive Flávio, mas em entrevista à revista Época , negou que seja partidário e que utiliza as redes sociais apenas para se atentar a fontes abertas.

Entenda o caso Queiroz

Caso Queiroz: Fabrício Queiroz foi assessor de Flávio Bolsonaro
Reprodução
Caso Queiroz: Fabrício Queiroz foi assessor de Flávio Bolsonaro


O caso nasceu graças a uma investigação iniciada com a Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, que analisa a ação de deputados estaduais da Assembleia Legislativa (Alerj) em contratos.

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Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ), órgão responsável por identificar movimentações financeiras, Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro (PSL), recebia sistematicamente transferências bancárias e depósitos feitos por oito funcionários que trabalharam ou ainda trabalham no gabinete do deputado na Alerj. Os valores suspeitos giram em torno de R$ 1,2 milhão. O Ministério Público quer esclarecer essas movimentações.

Entre as movimentações financeiras atípicas registradas pelo Coaf, há também a compensação de um cheque de R$ 24 mil pago à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, além de saques fracionados em espécie no mesmo valor dos depósitos suspeitos feitos nas respectivas vésperas.

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Chamado para depor sobre o caso Queiroz duas vezes, Fabrício Queiroz não compareceu ao Ministério Público. Sua defesa alegou que o suspeito enfrenta problemas de saúde e, por isso, não pôde prestar os depoimentos.