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Eleito presidente na onda de movimento anti-Renan, Davi Alcolumbre passou mensagem de renovação e defendeu fim de "segredismo" no Senado

Davi Alcolumbre durante a sessão para eleição da presidência do Senado
Geraldo Magela/Agência Senado - 2.2.19
Davi Alcolumbre durante a sessão para eleição da presidência do Senado

Eleito presidente do Senado para os próximos dois anos , Davi Alcolumbre pregou a "reunificação" da Casa por meio do diálogo. "Não produzirei um Senado de revanchismo. Todos encontrarão diálogo e a mais ampla colaboração", disse. "Precisamos reunificar o Senado em torno do que nos deve ser mais caro: a República e o interesse público. Situação e oposição contarão com o mais amplo respeito desta presidência", assegurou.

Aos 41 anos de idade, Davi Alcolumbre  alcançou a vitória ainda em primeiro turno após idas e vindas na discussão em torno do método de votação na eleição entre os senadores. A questão chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que agradou ao então candidato Renan Calheiros (MDB-AL), mas a imposição de voto secreto foi contornada após acordo entre senadores. O método de voto 'quase aberto' levou Renan a abrir mão de sua candidatura.

Alcolumbre defendeu a transparência no Senado , pedindo o fim do "segredismo" entre os parlamentares. O democrata também  reforçou a necessidade de "reformas complexas" no País e pontuou seu discurso com mensagem de que o Legislativo não se curvará a outros poderes.

"No que depender da minha condução, esta será a derradeira sessão do segredismo. Só com a transparência de todas nossas práticas o Senado recuperará o prestígio", disse. "O Senado é uma casa que precisa ter independência e precisa sim ser respeitada. [...] Enfrentaremos reformas complexas que, com urgência, nosso país reclama. Com o Legislativo forte e reabilitado com a cidadania, que não se incumbe à posição mesquinhada do Judiciário ou de qualquer outro Poder, o Brasil conta conosco. Não podemos nos dar ao luxo de falhar."

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O democrata também agradeceu aos senadores Major Olímpio (PSL-SP), Alvaro Dias (PODE-PR) e Simone Tebet (MDB-MS) – que abriram mão da disputa em nome de uma aliança anti-Renan –, e também a Tasso Jeireissati (PSDB-CE), que costurou apoios ao democrata.

"Assumo o compromisso com o Senado e com o Brasil. Eu quero dividir essa responsabilidade com os 80 senadores que compõem esta casa", declarou Davi Alcolumbre , acenando também ao próprio Renan. "O senhor terá o mesmo tratamento que todos os partidos devem ter."

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