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MPF disse não haver provas de "materialidade delitiva" acerca da queda do avião que transportava o ministro do STF; acidente completou dois anos

Morte de Teori Zavascki completou dois anos em 19 de janeiro; MPF decidiu arquivar o caso
Nelson Jr./SCO/STF - 23/02/2016
Morte de Teori Zavascki completou dois anos em 19 de janeiro; MPF decidiu arquivar o caso

Dois anos após a morte do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, o Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar a investigação sobre possível sabotagem à aeronave do antigo relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo.

As investigações a respeito da queda do avião que transportava Teori Zavascki , ocorrida na Baía de Paraty (RJ), em 19 de janeiro de 2017 , concluíram que não há "elementos mínimos acerca da existência da materialidade delitiva", tratando-se, assim, de um acidente.

A avaliação do procurador da República em Angra dos Reis Igor Miranda, responsável pelas investigações, é de que “as provas forenses, os depoimentos prestados e análise do voo da aeronave afastam qualquer indício de materialidade de crime de homicídio, seja doloso ou mesmo culposo”.

O procurador destaca laudos produzidos pela Polícia Federal e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado ao Comando da Aeronáutica para afirmar que o avião, modelo Hawker Beechcraft King Air C90, prefixo PR-SOM, "apresentava perfeito funcionamento e estava com as revisões obrigatórias em dia e documentação regular”.

“Assim, as provas forenses, os depoimentos prestados e a análise do voo da aeronave  no dia 19 de janeiro de 2017 afastam qualquer indício de materialidade de crime de homicídio, seja doloso ou mesmo culposo. Diante disso, a ausência de elementos mínimos acerca da existência da materialidade delitiva indica o arquivamento da investigação”, decidiu o MPF.

No último sábado (19), quando a morte de Teori completou dois anos, o filho do ex-ministro do STF publicou foto nas redes sociais lembrando de sua perda. Pouco tempo após o acidente, em maio de 2017, Francisco Prehn Zavascki chegou a expressar desconfiança de que seu pai teria sido assassinado .

Em janeiro do ano passado, quando o acidente completou um ano, a Força Aérea Brasileira divulgou relatório sobre as investigações, que concluíram que "não houve indicações de falhas na aeronave" . Os trabalhos contaram com apoio de profissionais dos Estados Unidos e do Canadá.

O investigador responsável pelo caso no Cenipa, coronel Marcelo Moreno, apontou como "ponto importante" a provável desorientação espacial do piloto provocada pelo mau tempo no momento do acidente .

Leia também: Delegado que investigou acidente com avião de Teori Zavascki é morto a tiros

A morte de Teori Zavascki  fez com que o ministro Edson Fachin assumisse o posto de relator da Lava Jato no STF. A vaga aberta no plenário da Corte foi preenchida por Alexandre de Moraes, que até então era ministro da Justiça do governo Michel Temer (MDB).

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