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Cúpula dos três partidos ainda aguardam apoio da Rede, do PDT e do PcdoB para fazerem oposição ao governo durante a próxima legislatura da Câmara

Cúpulas de PT, PSB e PSOL se reuniram para formar um bloco de oposição
Lula Marques/Agência PT
Cúpulas de PT, PSB e PSOL se reuniram para formar um bloco de oposição


Integrantes do PT, PSOL e PSB se reuniram nesta terça-feira (22) para formalizarem uma aliança que visa fazer um bloco de oposição ao governo de Jair Bolsonaro na próxima legislatura da Câmara dos Deputados. A ideia é atrair pensamentos parecidos que visam combater propostas do presidente que não agradem as ideologias dos partidos.

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Os partidos ainda pretendem atrair deputados do PDT, do PCdoB e da Rede para aumentarem o bloco de oposição e conseguirem se opor a forte bancada do PSL, que deve receber apoio do Centrão.

“Tiramos o encaminhamento de convidar o PCdoB e a Rede para uma reunião, a fim de que se unam a esses três partidos [PT, PSB e PSOL] nessa organização aqui dentro da Casa”, disse Gleisi Hoffmann, presidente do Partido dos Trabalhadores.

Apesar da reunião desta terça-feira (22), as siglas não chegaram a uma definição com relação a apoio de candidatos à presidência da Câmara. O PSOL já oficializou Marcelo Freixo para o posto. O PSB, em princípio, teria João Henrique Caldas como concorrente, mas, diferentemente do PSOL, ainda não tomou uma decisão final.

A cúpula do PSB também já se reuniu com representantes do PP, do MDB e do PTB. O PSOL, porém, já informou que não vai fazer aliança com esses partidos.

Dono da maior bancada, com 56 representantes, o  PT não deve ter candidato próprio à presidência da Câmara , mas também ainda não definiu se vai apoiar algum nome ou liberar os parlamentares para decidirem votos.

A aliança do PT com o PSB começou ainda durante as eleições. Por mais que os dois não estivessem na mesma chapa, a articulação fez com que o PSB abrisse mão de candidatura à presidência, fortalecendo Fernando Haddad.

Já o PSOL teve Guilherme Boulos como candidato e, inclusive, se colocou como oposição ao PT durante as eleições. No segundo turno, porém, o partido declarou apoio a Fernando Haddad contra Jair Bolsonaro.

Se o bloco de oposição conseguir atrair parlamentares de PCdoB, PDT e Rede, terá 136 deputados, número alto, mas ainda insuficiente para barrar propostas do planalto, como reformas, por exemplo.

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