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Ex-assessor de Flávio Bolsonaro gravou um novo vídeo para explicar que imagens que vazaram foram gravadas antes de sua cirurgia, no dia 1º

Fabrício Queiroz se mostrou revoltado com críticas que recebeu após vídeo vazado
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Fabrício Queiroz se mostrou revoltado com críticas que recebeu após vídeo vazado


Depois de ter seu nome envolvido em mais uma polêmica com o  vazamento de um vídeo em que aparece dançando dentro de uma enfermaria, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, divulgou um novo vídeo para esclarecer o que aconteceu no hospital. Mostrando-se revoltado com as críticas recebidas, ele afirmou que aquela dança foi um “momento de alegria”.

“Foi cinco segundos que eu quis dar de alegria a uma tristeza que se tomava conta dentro da enfermaria”, explicou Fabrício Queiroz , que se recupera de uma cirurgia para retirada de um tumor no intestino.


Na nova mensagem, Queiroz deixa claro que se sentiu injustiçado com alguns comentários recebidos após o vídeo vazar e que acusá-lo de comemorar por não comparecer aos depoimentos no Ministério Público “é uma maldade”.

"Estão dizendo que nesse vídeo eu estava comemorando o não comparecimento meu ao Ministério Público. Isso é muita maldade. Tão logo acabe tudo isso, eu estarei pronto para esclarecer qualquer dúvida ao Ministério Público”, disse.

As imagens que vazaram no último sábado (12) foram gravadas por sua filha no dia 31 de dezembro, durante um momento de descontração na enfermaria do hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde Queiroz foi operado um dia depois. Mesmo após receber alta, na última terça-feira (8) , ele segue se recuperando da cirurgia.


Entenda o caso de Fabrício Queiroz

Fabrício Queiroz foi assessor de Flávio Bolsonaro durante seu trabalho na Alerj
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Fabrício Queiroz foi assessor de Flávio Bolsonaro durante seu trabalho na Alerj


O Ministério Público quer esclarecer as movimentações financeiras atípicas nas contas do ex-assessor identificadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ). Segundo o órgão responsável por esse tipo de investigação, ele recebia sistematicamente transferências bancárias e depósitos feitos por oito funcionários que trabalharam ou ainda trabalham no gabinete parlamentar de Flávio Bolsonaro na Alerj. Os valores suspeitos giram em torno de R$ 1,2 milhão.

Entre as movimentações financeiras atípicas registradas pelo Coaf, há também a compensação de um cheque de R$ 24 mil pago à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, além de saques fracionados em espécie no mesmo valor dos depósitos suspeitos feitos na véspera. Em entrevista, o novo presidente afirma que o cheque é parte do pagamento de uma dívida de R$ 40 mil e que era possível que mais depósitos surgissem.

Já o ex-assessor que faltou duas vezes ao depoimento marcado no Ministério Público alegando que está com câncer, disse,  em entrevista ao  SBT  dois dias depois da segunda data marcada , que o valor em dinheiro que movimentou em suas contas é fruto da compra e venda de veículos usados e que ele é um "homem de negócios".

Ele não explicou, porém, porque recebeu tantos depósitos de outros assessores e ex-funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro em sua conta e nem a origem do dinheiro. Limitou-se a dizer que vai esclarecer o assunto ao Ministério Público, mesmo não tendo comparecido nas duas primeiras datas marcadas.

No entanto, umas das movimentações suspeitas é justamente de Nathalia Melo, filha do ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro e funcionária do gabinete do próprio Jair Bolsonaro, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Lá, ela mudou de cargo duas vezes, e nos últimos meses como secretária parlamentar recebeu um salário bruto de R$ 10.088,42. 

Apesar de ter sido contratada em dezembro de 2016 com regime de 40 horas semanais, clientes que contratavam a educadora física certificada em eletroestimulação como personal trainer relataram que ela prestava atendimento rotineiramente em dias úteis e horário comercial, no Rio de Janeiro. O registro de frequência dos secretários, por sua vez, é feito pelos próprios gabinetes e encaminhado à Câmara que realiza os pagamentos.

Antes disso, em 2007, aos 18 anos, Nathalia começou a atuar na vice-lideraná do PP, então sigla de Flávio Bolsonaro, onde ficou até fevereiro de 2011. Já de agosto do mesmo ano até dezembro de 2016, ela esteve lotada no gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Sabe-se, porém, que quando ainda era servidora da Alerj, entre 2011 e 2012, Nathalia também trabalhava como recepcionista numa academia que fica em um shopping no Rio de Janeiro e foi contratada para participar de eventos de fitness também em horários comerciais de dias úteis.

No relatório do Coaf, o nome de Nathalia está associado a uma transferência de R$ 84 mil para a conta do pai dela, Fabrício Queiroz , ao longo de 13 meses, incluindo o período em que ela já era assessora no gabinete de Jair Bolsonaro.

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