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Kim Kataguiri e Arthur Mamãe Falei fizeram acusações contra o atual governador do estado e comentaram "silêncio" do pedetista sobre o assunto

Ciro Gomes foi cobrado pelos parlamentares de não ter se pronunciado sobre a situação do estado
Reprodução
Ciro Gomes foi cobrado pelos parlamentares de não ter se pronunciado sobre a situação do estado

O ex-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) divulgou uma nota de repúdio nesta terça-feira (8) em que chama o Movimento Brasil Livre (MBL) de “facção criminosa”. No texto, o ex-governador do Ceará acusa dois integrantes do movimento de "irresponsáveis" que “infernizam a vida brasileira”.

Ciro Gomes se referiu indiretamente ao deputado federal eleito Kim Kataguiri (DEM-SP) e o deputado estadual Arthur Moledo do Val (DEM-SP), ambos ligados ao MBL, que nos últimos dias fizeram vídeos questionando o atual governador do Ceará, Camilo Santana (PT), sobre a  situação da segurança pública e o acusando de promover propositalmente a onda de violência que tem aterrorizado o estado para “enfraquecer as polícias estaduais”.

“Na ânsia incontida de aparecer, estes dois delirantes foram para a internet anunciar uma pseudo trama em que, pasme a opinião pública brasileira, todo o sofrimento que passamos juntos com nosso povo seria um plano político maquiavélico para apimentar nossa discordância politica com o atual presidente”, escreveu Ciro.

Nos vídeos, o pedetista foi cobrado pelos parlamentares de não ter se pronunciado sobre a situação do estado. “Canalhas! É o que são vocês dois! Respeitem o Ceará, respeitem nosso povo, respeitem nosso sofrimento. O que fizeram é simplesmente deplorável, e apenas junta suas vozes à de marginais que tentam aterrorizar nossa gente”.

“Vocês verão, politiqueiros imundos, que o Ceará e os cearenses vamos vencer mais esta batalha e aí será também possível avaliarmos a conduta de marginais que entram na politica para fazer o mal, mesmo que a vítima seja toda uma população humilde e trabalhadora”, concluiu o ex-governador cearense.


Desde o dia 4, as Forças Nacionais de Segurança foram autorizadas pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a atuarem no Ceará para auxiliar no combate das ações de facções criminosas. O auxílio do governo federal foi um pedido do governador petista .

Em vídeo postado na segunda-feira (7) nas redes do MBL , Kataguiri acusa Santana de promover propositalmente a onda de violência para “enfraquecer as polícias estaduais, frear a reforma da previdência e provocar um subsequente crime de responsabilidade fiscal” por parte do presidente Jair Bolsonaro. O vídeo de Arthur do Val, publicado no mesmo dia na canal “Mamãefalei”, segue a mesma linha.

Leia também: Ceará contabiliza 84 ataques nas últimas três noites; veja vídeos

Na manhã desta terça-feira (8), Kataguiri publicou um segundo vídeo dobre o assunto em tom mais brando e até elogiando o governador petista. No entanto, continuou a afirmar que Santana teria omitido a situação da segurança pública no estado durante as eleições de 2018 para favorecer o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad. De acordo com Ciro Gomes , o pedetista pediu ao governador do Ceará para se pronunciar sobre as acusações dos parlamentares.

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