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Fernando Azevedo e Silva era assessor de Toffoli no STF; general elogiou o Poder Judiciário e comemorou a eleição de um membro das Forças Armadas

Novo ministro da Defesa nasceu no Rio de Janeiro e passou para a patente de general de Exército em 2014
Marcos Corrêa/PR - 2.1.19
Novo ministro da Defesa nasceu no Rio de Janeiro e passou para a patente de general de Exército em 2014

O general de Exército Fernando Azevedo assumiu o cargo de ministro da Defesa durante  cerimônia de transmissão de cargo realizada, nesta quarta-feira (2), em Brasília. Ele foi empossado na terça-feira (1º) pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). O ministro entra no lugar do general Joaquim Silva e Luna.

Durante a cerimônia, o novo ministro da Defesa elogiou o papel do Judiciário e do Ministério Público Federal em prol da "estabilidade nacional". Para Azevedo e Silva, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, são "catalisadores da estabilidade".

Azevedo e Silva disse que assume em “tempos difíceis e de escassez” e que a pasta vai atuar para manter a paz e a harmonia social, trabalhando para “minimizar hostilidades e evitar conflitos e eventuais aventuras”. 

O ministro também elogiou a formação militar de Bolsonaro, capitão reformado. "Vemos com satisfação ver um colega nosso. Primeiro presidente do Brasil formado pela Academia das Agulha Negras", disse. Azevedo e Silva ressaltou ainda que as Forças Armadas irão agir apenas dentro do que estabelece a Constituição, inclusive em questões de segurança pública. 

"Como organismos de Estado, as Forças devem atuar nas coisas de soldado e cooperar com o poder civil onde forem demandadas, respeitadas as suas capacidades e competências. Internamente, no Ministério da Defesa, o foco será orientado para integração sistêmica das Forças na doutrina estratégico-operacional militar, nos planejamentos, nos projetos, nos equipamentos e nos treinamentos conjuntos"

O novo ministro nasceu no Rio de Janeiro e passou para a patente de general de Exército em 2014. Dentro da corporação, Azevedo comandou as operações do Exército na missão das Nações Unidas no Haiti.

Antes de ser convidado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o cargo, o novo ministro trabalhava como assessor especial do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Fernando Azevedo será o 12º ministro a comandar o Ministério da Defesa desde a criação da pasta, em 1999.

A cerimônia do ministro da Defesa foi uma das mais concorridas da Esplanada. Além do presidente, estavam presentes o vice-presidente, Hamilton Mourão, e os ministros do GSI, Augusto Heleno, da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, do Meio Ambiente, Ricardo Salles, além dos comandantes das Forças Armadas.

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