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João Carlos de Souza-Gomes é acusado de assédio moral e sexual com mulheres que trabalham consigo na embaixada do Brasil em Roma, na Itália

Embaixador João Carlos de Souza-Gomes é acusado de assédio moral e sexual
Reprodução/Youtube
Embaixador João Carlos de Souza-Gomes é acusado de assédio moral e sexual


O embaixador João Carlos de Souza-Gomes ficará afastado de suas funções provisoriamente por 85 dias. Ele é acusado de assédios morais e sexuais com servidoras que trabalham com ele em Roma, capital da Itália. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (21).

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O embaixador  João Carlos Souza-Gomes é responsável por chefiar a Delegação Permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) em Roma. As denúncias de assédio da parte dele chegaram até o Ministério das Relações Exteriores de forma anônima e seguem em sigilo.

Na decisão publicada no Diário Oficial da União, assinada pelo ministro Aloysio Nunes, não é citado qualquer motivo para o afastamento. É dito, porém, que Souza-Gomes não cumpriu devidamente suas funções.

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"O ministério determina suspensão do ministro de primeira classe João Carlos de Souza-Gomes por 85 dias pelo descumprimento de deveres funcionais previstos", diz o texto do Diário Oficial.

A investigação contra o chanceler começou em 2017. No processo aberto, ele é investigado por descumprir os regimes jurídicos dos servidores públicos civis da União (Lei nº 8.112/90) e dos servidores do Serviço Exterior Brasileiro (Lei nº 11.440/06).

Na justificativa para abertura da investigação, é dito que João Carlos de Souza-Gomes teve uma conduta "imoral e incompatível com a administração" e tratou as pessoas com termos "indecorosos" e "incorretos seja na vida pública ou privada".

Com a troca de governo, é possível que o próximo ministro, Ernesto Araújo, substitua o chanceler ou o transfira para outra função a partir de 2019.

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Assim que o processo foi aberto, Aloysio Nunes pediu o retorno do acusado e o mesmo passou a trabalhar no escritório do Itamaraty no Rio de Janeiro. Com a decisão desta sexta-feira (21), o embaixador é obrigado a interromper os seus trabalhos e não pode assinar qualquer documento da embaixada.