Tamanho do texto

Confusão começou quando o vereador Fernando Holiday interrompeu a fala de Sâmia Bomfin; Eduardo Suplicy impediu que manifestante fosse retirada

Confusão começou durante fala de Sâmia BomfiN (Psol) na tribuna da Câmara Municipal de São Paulo
Reprodução
Confusão começou durante fala de Sâmia BomfiN (Psol) na tribuna da Câmara Municipal de São Paulo

Empurrões, troca de acusações, chutes e mal-estar marcaram a sessão desta sexta-feira (21) na Câmara Municipal de São Paulo. Vereadores do DEM, PSOL, Novo e PT se desentenderam durante a audiência pública da Comissão de Estudos de Reforma da Previdência Social e por pouco não terminaram aos tapas e socos. A confusão começou por causa de divergências sobre o projeto em discussão.

Leia também: Reforma da Previdência é "urgente e necessária", diz ministro da Fazenda

Os parlamentares da Câmara Municipal de São Paulo discutiam o plano de Previdência dos servidores do município, o Sampaprev, enquanto professores e funcionários da área de saúde protestavam.

O bate-boca confusão começou quando o vereador Fernando Holiday (DEM), ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), tentou interromper a fala da colega Sâmia Bonfim (PSOL), alegando que ela estava extrapolando o tempo previsto.

Os ânimos já estavam exaltados devido a um desentendimento entre as vereadoras Sâmia Bonfim e Janaína Lima (Novo) que foram separadas pelo líder do PSDB na Câmara, Fabio Riva.

Também do PSOL, o vereador Toninho Vespoli entrou na discussão. Holiday e Vespoli tiveram de ser apartados. O barulho era intenso e o vereador Eduardo Suplicy (PT) pediu silêncio.

Guardas municipais foram chamados para a retirada de manifestantes que acompanhavam a sessão no plenário. Suplicy pediu calma e impediu que um guarda retirasse uma manifestante. Após a confusão , a sessão foi interrompida. 

Leia também: Atirador de Campinas planejava chacina desde 2008, afirma polícia

A base aliada do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), quer tentar votar ainda hoje o projeto que aumenta o desconto em folha do servidor público de 11% para 14% e cria um plano de previdência complementar. A oposição atua para obstruir a votação.

Em março, professores que protestaram contra o projeto acabaram feridos pela polícia. O projeto ficou adormecido nos últimos meses e a foi retomada em novembro.

Após a confusão, Sâmia e Holiday usaram as redes sociais para comentar o ocorrido. “O partido "Novo" e o MBL se dizem a renovação da política, mas são soldadinhos do PSDB na Câmara de São Paulo para aprovar o confisco do salário dos servidores. Nós, do PSOL, vamos pra cima deles. É pra isso que estamos lá”, escreveu a psolista.

Leia também: Movimento em aeroportos, estradas e rodoviárias de São Paulo já é intenso

Já o coordenador nacional do MBL afirmou que a “esquerda não suporta regras, tampouco democracia e opinião contraria” e acusou o também vereador Antonio Donato (PT) de tê-lo agredido pelas costas. Em outra postagem, Holiday afirmou que irá entrar com um pedido de cassação de Donato na Câmara Municipal de São Paulo .



    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.