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Presidente eleito chama de "vergonhoso" o deboche recebido pela futura ministra dos Direitos Humanos após vídeo de um relato seu viralizar na web

Damares Alves foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro após vídeo de relato seu viralizar
Rafael Carvalho/Governo de Transição
Damares Alves foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro após vídeo de relato seu viralizar


O presidente eleito Jair Bolsonaro usou seu twitter pessoal para defender a sua futura ministra dos Direitos Humanos, da família e do Direito da Mulher, Damares Alves. O capitão reformado chamou de “vergonhosa” a atitude de setores da grande mídia que, segundo ele, debocham de um relato de Damares dizendo que viu Jesus Cristo ao lado de um pé de goiaba.

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“É surreal e extremamente vergonhoso ver setores da grande mídia debocharem do relato da futura ministra Damares Alves sobre a fé em Jesus Cristo, que a livrou de um suicídio desejado por conta de abusos sofridos na infância. Lamentável!”, escreveu Jair Bolsonaro em seu twitter.

Nos últimos dias, um vídeo em que Damares conta que esteve próxima de cometer um suicídio viralizou na internet. Nele, a futura ministra conta que subiu em um pé de goiaba com um veneno na intenção de tomar o líquido para se matar. Nesse, momento, segundo ela, Jesus Cristo apareceu ao lado da árvore e trouxe uma mensagem que a fez mudar de ideia e ter uma vida melhor.


Além de advogada, a futura ministra dos direitos humanos também é pastora evangélica e, por isso, são muito comuns vídeos seus falando a fiéis durante culto no Espírito Santo. Religiosa, ela já afirmou que a Igreja vai mudar o rumo da nação e trazer um futuro de paz para o Brasil.

A escolhida por Bolsonaro trabalhou como assessora do senador Magno Malta, aliado histórico do presidente eleito e que chegou a ser cotado para assumir algum ministério.

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Com apoio da bancada evangélica do Congresso, Bolsonaro escolheu Damares Alves como ministra usando o discurso de que ela é capacitada e já provou que sabe lutar pelos direitos da mulher. Ela também será responsável pelo controle da Funai, que no próximo governo deixará o Ministério da Justiça e migrará para o Ministério de Direitos Humanos, comandado pela advogada.