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Salles diz que informações são genéricas e não revelam se ação é ilegal; ele disse ainda que não há resolução de Bolsonaro para sair do Acordo de Paris

Ricardo de Aquino Salles foi nomeado como ministro do Meio ambiente do governo de Jair Bolsonaro (PSL)
Reprodução/Facebook
Ricardo de Aquino Salles foi nomeado como ministro do Meio ambiente do governo de Jair Bolsonaro (PSL)

O futuro ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro (PSL) Ricardo de Aquino Salles disse nesta segunda-feira (10) que não há dados suficientes para analisar o desmatamento no país. O ex-secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo afirmou que há "um percentual geral, mas não tem qualificação do que é esse desmatamento".

Para o futuro ministro do Meio Ambiente o “primeiro passo” é ter mais dados para identificar os ‘tipos’ de desmatamento. "Ele acontece aonde, quem são os principais agentes desse desmatamento e sob quais condições? Digo isso porque os dados são muito genéricos", disse durante uma entrevista para a rádio CBN.

"Você tem a informação do desmatamento, da diminuição da cobertura vegetal, mas você não sabe se ela é ilegal ou não. Se ela for legal, porque você vai coibir o que é legal? Por outro lado, se for ilegal, nós temos que agir firmemente, mas somente naqueles locais onde há desmatamento ilegal", explicou Salles.

Segundo o futuro ministro, não é possível emitir opinião acerca do tema. "Nós não sabemos se o desmatamento está acontecendo em área de conservação e propriedade indígena, dentro de propriedade privada. Se o percentual é maior ou menor do que dentro da reserva legal", disse. "Como você pode emitir uma opinião sobre alguma coisa sem ter dados?"

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Salles disse ainda que não existe uma resolução do presidente eleito Jair Bolsonaro em deixar o Acordo de Paris , mas sim de não se comprometer com um alinhamento automático com o documento que possa prejudicar a soberania do país.

De acordo com o ministro de Bolsonaro , o Acordo de Paris"não é necessariamente negativo", mas que deve haver cuidado "para não permitir que a soberania do país seja afetada por decisões externas". Ele aponta ainda que há benefícios, como a possibilidade de compensações financeiras "tanto da energia renovável de produtos, quanto da manutenção do meio ambiente".

Questionado sobre o projeto de lei 6.299, conhecido como 'PL do Veneno', que propõem mudanças nos critérios de aprovação da produção de agrotóxicos, Salles disse que a nomenclatura criada é uma "injustiça tremenda" e que "é preciso agilizar o processo de aprovação".

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Para o futuro ministro do Meio Ambiente , o nome ao projeto é injusto porque "é graças a defensivos agrícolas que nós conseguimos ter uma produção em larga escala". Sobre a participação do Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Saúde na decisão, afirmou que a análise deve ser integrada entre os ministérios, para evitar "processos de aprovação morosos e ineficientes", e para acabar com as "reavalições".

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