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Evento na Alesp e no Palácio dos Bandeirantes deve ser encerrado até o meio-dia, o que habilita tucano a viajar a Brasília para cerimônia no Planalto

Posse mais enxuta poderá permitir que João Doria vá à cerimônia de Jair Bolsonaro, em Brasília
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Posse mais enxuta poderá permitir que João Doria vá à cerimônia de Jair Bolsonaro, em Brasília

governador eleito em São Paulo, João Doria (PSDB), determinou que a cerimônia de sua posse e de seu secretariado, no dia 1º de janeiro, seja mais "rápida e racional" do que o habitual. De acordo com o vice-governador e coordenador do governo de transição em SP, Rodrigo Garcia (DEM), o evento terá início às 9h, na Assembleia Legislativa (Alesp) e, de lá, seguirá para o Palácio dos Bandeirantes, às 10h, devendo ser encerrado até o meio-dia.

Oficialmente, a justificativa para a cerimônia ser mais rápida é a necessidade de cortar gastos e o interesse em já "dar início ao dia de trabalho", segundo Garcia. "Vai ser uma posse racional. O governador João Doria determinou que se enxugasse o tamanho dessa cerimônia para que se evitasse até gastos desnecessários de recursos públicos. Então será uma posse rápida e racional, com a previsão de encerramento ainda antes do almoço", disse.

Há, no entanto, a possibilidade de que Doria aproveite a disponibilidade de agenda para visitar a Brasília e acompanhar a cerimônia de posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que está prevista para as 15h da tarde.

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Estrutura do governo João Doria e possível convite a Henrique Meirelles

Registro da primeira reunião do secretariado do governador eleito em São Paulo, João Doria
Divulgação/Assessoria de Imprensa de João Doria
Registro da primeira reunião do secretariado do governador eleito em São Paulo, João Doria

O detalhamento da posse do novo governador paulista foi apresentado por Rodrigo Garcia após a primeira reunião do novo secretariado. Além da cerimônia de posse , também deve ser mais enxuta a própria estrutura do governo, conforme anunciou a equipe de Doria.

O número de secretarias será reduzido das atuais 25 para 20 (com ainda mais duas secretarias extraordinárias, de Relações Internacionais e Comunicação). O governo Doria deve ainda estudar a extinção de algumas das atuais 19 empresas estatais paulistas.

"Estamos olhando para entender se a política pública que a empresa vem desempenhando tem efetividade a um custo competititvo. Aquelas que não cumprirem com esses requisitos serão extintas e os serviços dela absorvidos pela administração do Estado", explicou Garcia.

Ainda há uma indefinição na futura equipe de Doria: a pasta da Fazenda e Planejamento. O tucano já disse ter a intenção de contar com o ex-ministro Henrique Meirelles à frente dessa secretaria, mas até o momento, não houve resposta.

"É o governador é quem tem concentrado todas essas indicações. Eu não consigo adiantar quem é que está sendo convidado", disse Garcia ao ser questionado sobre a possível vinda de Meirelles ao Palácio dos Bandeirantes.

O vice-governador também minimizou o fato de a equipe de João Doria já contar com  cinco ministros ou ex-ministros do governo Michel Temer (MDB). "Todos os secretários foram indicados levando em conta a sua capacidade de trabalho. O governador tem escolhido aquilo que ele entende de melhor para cada área do governo. Nós temos um estado com tamanho de País, portanto a tarefa dos secretários será muito grande nos próximos quatro anos. Temos que ter um time experiente, inovador e com autonomia para tomar decisões", concluiu.

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