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Para ele, monitorar o que o professor diz em sala de aula é "descabido"; projeto é uma das principais bandeiras do presidente eleito Jair Bolsonaro

ACM Neto, presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador
Reprodução/Facebook
ACM Neto, presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador

O presidente do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole, ser contra o projeto Escola Sem Partido que tramita na Câmara dos Deputados atualmente e é uma das principais bandeiras do presidente eleito Jair Bolsonaro. ACM Neto afirmou que monitorar o que o professor diz em sala de aula é "descabido". 

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“No Brasil, não tem essa coisa de professor estar na sala de aula fazendo militância política. Alguns até fazem, mas são exceções. E exceções devem ser tratadas como exceções. Você vai censurar, monitorar o que o professor está falando em sala de aula? Isso é descabido”, afirmou ACM Neto

O presidente do DEM e prefeito de Salvador também criticou a possibilidade de Bolsonaro ter acesso às provas do Enem antes de serem aplicadas, como já foi declarado por ele e por seu futuro ministro da educação, Ricardo Vélez. “Jamais, se fosse presidente, iria ver com antecedência a prova do Enem. Isso não existe”, disse. 

Bolsonaro cogitou a possibilidade de ver as provas do Enem após a polêmica causada em torno de uma questão sobre um "dialeto secreto" utilizado por travestis. O futuro ministro da educação concordou e disse que "ninguém vai impedir" o presidente eleito de ver o exame antes. 

ACM Neto ainda afirmou ser preocupante que o futuro governo tente "apagar" um passado equivocado do viés de esquerda utilizando um viés de direita. "Temos que ficar atentos para evitar que exageros aconteçam numa área e na outra”, defendeu.

Recentemente, o DEM tem se aproximado do futuro governo de Bolsonaro, com três deputados do partido ocupando ministérios. Onyx Lorenzoni como ministro da Casa Civil, Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde e Tereza Cristina na pasta da Agricultura.

O projeto Escola Sem Partido, criticado por ACM Netoavançou na Câmara dos Deputados na última quinta-feira (22) após seis tentativas de leitura do texto do projeto na comissão especial. Em mais uma sessão tumultuada, com embates entre apoiadores e contrários à proposta, o parecer do relator, deputado Flavinho (PSC-SP), foi lido, mas a votação foi adiada.

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