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Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, também negou que o Democratas esteja sendo beneficiado na formação do governo Bolsonaro

General Heleno e Onyx Lorenzoni comentaram aproximação com o DEM, que causa polêmica no Congresso
Antonio Cruz/Agência Brasil - 6.11.18
General Heleno e Onyx Lorenzoni comentaram aproximação com o DEM, que causa polêmica no Congresso

O indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para o cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Heleno, e o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), comentaram nesta quarta-feira (21) a aproximação do futuro governo com o DEM e afirmaram que o partido não está sendo beneficiado por acordo partidário. 

O general Heleno disse que, apesar de já haver três indicações de filiados ao DEM para o cargo de ministros no governo de Bolsonaro, as escolhas não foram feitas por compromissos partidários. Segundo o general Heleno , o presidente eleito leva em conta os nomes e bancadas. 

“DEM é mera circunstância. Não é nada que o comprometa com o DEM. Ele [Bolsonaro] tem escolhido por nomes e, como disse ontem, por bancadas. É o que tem sido predominante nas escolhas. Não existe compromisso com partidos. O próprio Bolsonaro caracterizou como algo não planejado ser do DEM. Aconteceu”, afirmou o general. 

Onyx Lorenzoni, deputado pelo partido e também indicado ao cargo de ministro, negou que a sigla esteja sendo beneficiada. A resposta dos ministros ocorre em um momento que há críticas dos partidos aliados a Bolsonaro no Congresso devido à constatação de que a maioria dos nomes para os cargos pertence aos quadros do Democratas.

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Os deputados do DEM que farão parte do novo governo são Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, Tereza Cristina, para a pasta da Agricultura, e Luiz Henrique Mandetta, que vai assumir o Ministério da Saúde. Com as reações do Congresso, temas como a reforma da Previdência podem ter dificuldades para aprovação. 

O general Augusto Heleno ainda disse que a expectativa é de que todos os ministérios sejam definidos após Bolsonaro fazer a cirurgia que retirará a bolsa de colostomia. “Mas essa é uma decisão dele e há muitas condicionantes [relativas à definição dos nomes para as funções]. A gente não fica pressionando para nomear. Ele tem o tempo dele e faz as coisas no tempo dele”. 

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Além dos três nomes do DEM e do general Heleno , já foram confirmados na equipe de Bolsonaro: Paulo Guedes como ministro da Economia, o juiz Sergio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública, o general Fernando Azevedo e Silva na pasta da Defesa, Ernesto Araújo nas Relações Exteriores, Marcos Pontes como ministro da Ciência e Tecnologia, Tereza Cristina na pasta da Agricultura e Wagner Rosário na Controladoria-Geral da União. 

*Com informações da Agência Brasil


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