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Empreiteiro é acusado de receber propina durante a construção da sede da Petrobras em Salvador; prisão já havia sido decretada por juíza na última 6ª

César Filho, um dos donos da OAS, se entregou na sede da Polícia Federal em Curitiba
Reprodução
César Filho, um dos donos da OAS, se entregou na sede da Polícia Federal em Curitiba

Um dos donos da empreiteira OAS, César Mata Pires Filho, se entregou à Polícia Federal na madrugada desta segunda-feira (26). O empresário é um dos alvos da 56ª fase da Operação Lava Jato, apelidada de "Sem Fundos", que investiga o superfaturamento na construção da sede da Petrobras em Salvador. 

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O empresário da OAS já havia tido a prisão temporária decretada pela juíza Gabriela Hardt na última sexta-feira (23), mas estava nos Estados Unidos. Após retornar ao Brasil, Mata se apresentou à sede da PF em Curitiba para cumprir a prisão temporária, conforme sua defesa havia prometido. 

César Mata Pires Filho é acusado de ser um dos ex-dirigentes da Petrobras e do Fundo Petrobras de Seguridade Social (Petros) que receberam propina durante a construção da Torre Pituba, sede da estatal em Salvador. Na época, ele era vice-presidente da empreiteira. 

Segundo a procuradoria, a OAS e a Odebrecht distribuíram propinas de R$ 68 milhões durante a construção da sede, o que representa quase 10% do valor total da obra. O empreendimento, que tinha orçamento de R$ 320 milhões, acabou custando mais de R$ 1,32 bilhão.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o superfaturamento da construção foi acertado entre a Petrobras , que se comprometeu a realizar a obra, e Petros, que prometeu alugar o imóvel por 30 anos.

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Ao todo, 20 pessoas já foram presas na operação. Também foram expedidos 33 mandatos de prisão para 22 alvos, por alguns deles terem mais de um endereço. Outros dois alvos de prisão estão no exterior, em Israel e em Portugal. 

Também foram cumpridos 68 mandados de busca e apreensão, entre eles são 14 prisões temporárias e oito preventivas. Ainda segundo a PF, parte dos valores de propina também eram dirigidos a integrantes do PT por meio de Marice Correia, cunhada do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, que também foi presa. 

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Além do empreiteiro da OAS , a PF também mirou  o ex-presidente do Fundo Petros, Wagner Pinheiro e o marqueteiro ligado ao PT Valdemir Garreta.

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