Tamanho do texto

Fala de Bolsonaro vai contra as ideias do futuro governador de Roraima; ele também defendeu a criação de campos de concentração para os imigrantes

Bolsonaro foi contra as declarações do futuro governador de Roraima e defendeu a criação de campos de refugiados para os venezuelanos
Rodrigues Pozzebom / Agencia Brasil
Bolsonaro foi contra as declarações do futuro governador de Roraima e defendeu a criação de campos de refugiados para os venezuelanos


Jair Bolsonaro defendeu, neste sábado (24), a permanência de venezuelanos refugiados no Brasil. A fala do presidente eleito vai contra as últimas declarações do próximo governador de Roraima, Antônio Denarium, também do PSL, que defende a "devolução" desses imigrantes.

Leia também: Bolsonaro diz que programas sociais passarão por auditoria em seu governo

Bolsonaro  afirmou que “eles [o povo venezuelano] não são mercadoria nem objeto para serem devolvidos". A fala foi registrada após a participação do futuro presidente na cerimônia de 73 anos da criação da Brigada de Infantaria Pára-quedista, no Rio de Janeiro.

Denarium foi eleito a seu primeiro cargo público nas eleições 2018, e vai assumir o governo de Roraima em 1º de janeiro de 2019. Desde a campanha eleitoral, Denarium cita algumas medidas que podem ser tomadas sobre a crise na Venezuela , que vão de o fechamento da fronteira entre o país e o Brasil e a criação de um programa de devolução dos imigrantes para seu local de origem.

Durante o evento, Bolsonaro disse que os venezuelanos estão fugindo de uma ditadura e que, mesmo com as dificuldades em Roraima , o Brasil não pode abandonar o povo do país vizinho à própria sorte. Ele também afirmou que esteve em Roraima duas vezes nos útlimos quatro anos e que viu que o estado não conseguirá resolver o problema sozinho.


Leia também: TSE decide julgar contas da campanha de Bolsonaro no dia 4 de dezembro

Como medida para tentar resolver o problema, o presidente eleito defendeu a criação "campos de refugiados, talvez, para atender aos venezuelanos que fogem da ditadura de seu país", além de uma postura mais firme em relação ao controle migratório. "Porque do jeito que estão fugindo da fome e da ditadura, tem gente também que nós não queremos no Brasil", completou.

Bolsonaro declarou, ainda, que o governo brasileiro deveria ter se antecipado ao problema.  "Se tivesse um governo democrático há algum tempo, nós deveríamos tomar outras providências como, por exemplo, excluir a Venezuela do Mercosul. A Venezuela não pode ser tratada como país democrático", disse.

Bolsonaro também falou sobre médicos cubanos

Para Bolsonaro, Mais Médicos destruiu famílias
Karina Zambrana/Ministério da Saúde
Para Bolsonaro, Mais Médicos destruiu famílias


Leia também: Governo lança edital com mais de 8,5 mil vagas para o programa Mais Médicos

O presidente eleito aproveitou o encontro para falar sobre a saída dos médicos cubanos do Mais Médicos. De acordo com Bolsonaro , o programa destruiu famílias. “Nós não podemos deixar as pessoas no Brasil num regime de semi-escravidão, completamente ao arrepio da lei federal. Qualquer um de fora que trabalhe aqui tem que ser submetido às mesmas leis de vocês que estão aqui. Não pode confiscar salário, não pode afastar famílias. Temos muitos cubanos e cubanas que têm famílias lá em Cuba e já constituíram novas famílias aqui. Este projeto [Mais Médicos] destruiu famílias e nós não podemos admitir isso”, declarou.

*Com informações da Agência Brasil


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.