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Futura ministra da Agricultura se reuniu com Bolsonaro nesta terça-feira (13) e prometeu que vai conversar com setores que englobam agricultura familiar e pesca para ver possibilidade de incluir pautas sob sua responsabilidade

Tereza Cristina será a ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro
Divulgação/ FPA
Tereza Cristina será a ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro


Futura ministra da Agricultura , a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) afirmou nesta terça-feira (13) que sua pasta deverá incorporar o setor de pesca e as políticas relacionadas à agricultura familiar e reforma agrária.

 Atualmente, essas estruturas estão sob duas secretarias especiais vinculadas diretamente ao Palácio do Planalto, mas sem status de ministério. De acordo com a deputada Tereza Cristina , que se reuniu durante a manhã com o presidente eleito Jair Bolsonaro, foi ele próprio quem pediu estudos de viabilidade para reestruturar o ministério. 

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 "Ele pediu para trazer esse estudo de juntar ao Ministério da Agricultura tudo o que é afim, para ter só um grande ministério", afirmou.

Segundo ela, a incorporação dessas áreas à pasta da Agricultura ainda está em análise, que ela pretende concluir em até duas semanas.

"A pesca , que vai voltar pra agricultura, é uma hipótese, isso não está concluído. A transição é pra isso, pra gente levar a estrutura. Agricultura familiar se estuda, sim, não é uma coisa que está definida. Vamos sentar com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e com o pessoal da agricultura familiar", detalhou.

Tereza Cristina defende o PL dos agrotóxicos

Tereza Cristina foi uma das principais defensoras do PL dos agrotóxicos durante sua atuação na Câmara
Antonio Cruz/Agência Brasil
Tereza Cristina foi uma das principais defensoras do PL dos agrotóxicos durante sua atuação na Câmara


Defensora do Projeto de Lei 6.299/02, que flexibiliza as regras de utilização de agrotóxicos no país, conhecido como PL do Veneno, Tereza Cristina afirmou que a votação da matéria caberá ao Congresso Nacional, mas classificou a iniciativa como uma modernização para o setor.

"O legislativo é que vai votar o que ele acha que deve ser votado. Sei que, sem agrotóxico, não vai se produzir em escala nesse país”, defendeu.

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O PL foi aprovado em junho por uma comissão especial  presidida pela própria Tereza Cristina na Câmara e ainda precisa passar pelo plenário. O relatório prevê que pesticidas possam ser liberados pelo Ministério da Agricultura, mesmo se órgãos reguladores, como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não tiverem concluído suas análises.

*Com Agência Brasil

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