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Audiência marcada para as 14h de amanhã marcará o primeiro encontro de Lula com a juíza Gabriela Hardt e a primeira vez do ex-presidente longe da sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde ele está está há sete meses

Manifestantes planejam atos em apoio ao ex-presidente Lula, preso desde abril na Lava Jato
Ricardo Stuckert/Instituto Lula - 30.8.18
Manifestantes planejam atos em apoio ao ex-presidente Lula, preso desde abril na Lava Jato

Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) e movimentos sociais definiram agenda de manifestações para acompanharem ao depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito do caso do sítio de Atibaia na Lava Jato . A audiência está agendada para as 14h desta quarta-feira (14). 

Esta será a primeira saída de Lula da superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde o petista está preso há sete meses em razão da condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso tríplex. O depoimento de Lula será tomado pela juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro na Lava Jato, na sede da Justiça Federal na capital paranense.

O chamado 'Comitê Nacional Lula Livre', composto pelas frentes Brasil Popular, Povo sem Medo, PT e outros movimentos sociais, informou que irá acompanhar Lula nesse "episódio de perseguição contra o ex-presidente e seu legado".

A presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann , e o líder da bancada petista na Câmara, Paulo Pimenta (RS) prometeram atuar para defender o ex-presidente e cobrar um "julgamento justo" para o ex-presidente.

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No Senado, Gleisi voltou a atacar o juiz Sérgio Moro e criticou o processo que apura se reformas no sítio de Atibaia foram pagas pela Odebrecht como vantagem indevida a Lula.

“Lula não é acusado de ser dono do sítio. O próprio Sérgio Moro diz que isso não tem importância. Lula é acusado pelas reformas que foram feitas no sítio. […] Não há nenhuma prova em todo o processo de que o dinheiro utilizado na reforma  tenha sito proveniente de contratos relacionados à Petrobras”, afirmou a senadora.

A concentração para os atos de apoio ao ex-presidente foram agendadas para ter início ao meio-dia de amanhã, em frente à sede da Justiça Federal no Paraná. Em audiências anteriores do ex-presidente (foram duas até aqui), houve esquema especial de segurança nos entornos do prédio.

Nessa ação penal, Lula é acusado de ter cometido crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro ao se beneficiar da compra e reforma do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), cujos valores são estimados em R$ 1,7 milhão.

A força-tarefa de procuradores da Lava Jato alega que o ex-presidente foi responsável por "estruturar, orientar e comandar esquema ilícito" e por meio dessa estrutura "receber propina para o seu benefício próprio consistente em obras e benfeitorias relativas ao sítio de Atibaia , custeadas ocultamente pelas empresas Schahin, Odebrecht e OAS".

O depoimento de Lula estava inicialmente agendado para ocorrer no dia 11 de setembro, mas o juiz Sérgio Moro adiou a audiência por conta do período eleitoral . Além do ex-presidente, outras 12 pessoas são rés nessa ação penal penal.

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