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Joesley Batista, Demilton Castro e Florisvaldo Oliveira tiveram prisões decretadas semana passada, quando foi deflagrada a Operação Capitu da PF

Joesley Batista foi preso na última sexta-feira durante a Operação Capitu da PF
Rovena Rosa/Agência Brasil - 9.8.2017
Joesley Batista foi preso na última sexta-feira durante a Operação Capitu da PF


O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro mandou soltar o sócio da J&F Joesley Batista na tarde desta segunda-feira (12). Além do empresário, também foram beneficiados com o pedido os ex-executivos do grupo Ricardo Saud, Demilton Castro e Florisvaldo Oliveira. O vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB), também foi beneficiado.

O empresário Joesley Batista estava preso na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo desde a última sexta-feira (9), quando foi deflagrada a Operação Capitu, que investiga benefícios à JBS no Ministério da Agricultura durante o governo de Dilma Rousseff (PT) em troca de propina.

No último sábado (10), a  defesa de do empresário entrou com um pedido de liberdade junto à desembargadora Mônica Sifuentes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), não teria mais como interferir na investigação que apura irregularidades no Ministério da Agricultura e, além disso, o empresário colaborou com a Justiça em todos os momentos em que foi solicitado seus depoimentos, sem ter omitido informações.

A decisão de soltura, entretanto, veio de um ministro do STJ, que entendeu que é ilegal a prisão por descumprimento de delação premiada.

O mesmo Nefi Cordeiro já havia pedido a soltura do ex-secretário de Defesa Agropecuária Rodrigo Figueiredo e do ex-ministro da Agricultura Neri Geller pelo mesmo entendimento. Ambos estavam presos temporariamente, ou seja, por no máximo cinco dias, já que no entendimento da desembargadora Mônica Sifuentes, não estavam colaborando com as investigações.

Imediatamente após a decisão do ministro do STJ, a defesa de Joesley Batista entrou com o pedido para que o empresário deixasse a prisão pelo mesmo motivo e acabou atendida.

Joesley Batista firmou um acordo de delação premiada em 2017 e se comprometeu, inclusive, a gravar conversas com Michel Temer. Na época, ele alegou que a JBS pagava propina ao ex-deputado federal Eduardo Cunha, que já estava preso em Curitiba acusado de corrupção.

O empresário, porém, foi detido em setembro do mesmo com a acusação de omitir informações e deixou a cadeia em março deste ano após o tempo de prisão preventiva vencer.

Desta vez, entretanto,  Joesley Batista  foi preso temporariamente após ter o seu nome envolvido no esquema do “Quadrilhão do MDB” em delação de Lúcio Funaro . Segundo as investigações, empresas doavam dinheiro para políticos e partidos. Duas grandes redes varejistas de Minas Gerais também atuavam no esquema, por meio de seus controladores e diretores. Em troca, o Ministério da Agricultura liberava acordos benéficos à JBS.

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