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Herdeiro político de Jader e Elcione Barbalho, o emedebista superou Márcio Miranda, do DEM, que obteve 44,57% da preferência do eleitorado do estado

Mais de 4,2 milhões pessoas participaram da votação para escolher o novo governador do Pará
Reprodução/Facebook
Mais de 4,2 milhões pessoas participaram da votação para escolher o novo governador do Pará

Neste domingo (28), Helder Barbalho foi eleito governador do Pará. Ex-ministro da Integração Nacional, o candidato do MDB obteve 2.068.319 de votos (55,43% dos votos válidos) e superou o adversário Márcio Miranda (DEM),  que obteve a preferência de 44,57% dos paraenses (1.663.045 votos válidos).

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No total, 4.217.054 eleitores paraenses participaram da votação para escolher o novo  governador do Pará , número que corresponde a 76,71% das quase 5,5 milhões de pessoas que compõem o eleitorado do estado nortista. Brancos e nulos somaram 485.690 votos (11,52%).

Na votação do primeiro turno das eleições 2018 , no dia 7 deste mês, Barbalho foi o candidato mais votado dentre os cinco postulantes ao governo, com 47,7% (1,8 milhão) dos votos válidos. Márcio Miranda, por sua vez, conquistou a preferência de 30,2% (1,1 milhão) do eleitorado paraense na ocasião.

Aos 39 anos de idade, Helder Barbalho , administrador e herdeiro político de Jader e Elcione Barbalho, ex-governador e deputada federal pelo estado, Helder chega ao governo do Pará ao lado do vice Lúcio Vale (PR), deputado federal desde 2015.

Os desafios para o novo governador do Pará

O déficit habitacional da região metropolitana do estado, o maior do Brasil, segundo estudo do IBGE, será um dos desafios a serem vencidos por Helder Barbalho, novo governador do Pará
Jean Barbosa/Setur/Pará
O déficit habitacional da região metropolitana do estado, o maior do Brasil, segundo estudo do IBGE, será um dos desafios a serem vencidos por Helder Barbalho, novo governador do Pará

A região metropolitana de Belém (RMB), que compreende Ananindeua, Belém, Benevides, Castanhal, Marituba, Santa Bárbara e Santa Izabel, foi avaliada pelo Índice de Bem-Estar Urbano (IBEU) no início deste ano com a pior qualidade de vida do Brasil. As condições de haitação, saneamento básico, acessibilidade e relação com o meio ambiente expõem um território que cresce desordenadamente e deixa a desejar em serviços básicos.

A partir dos dados do último censo do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), vê-se que a região metropolitana do estado teve o pior resultado do país nos quesitos lixo acumulado, esgoto a céu aberto e arborização no entorno de domicílios. Cerca de duas toneladas de lixo são produzidas diariamente na capital Belém, sendo que, deste total, meia tonelada acaba descartada nas ruas e canais, acumulando-se.

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O déficit habitacional da região metropolitana do estado, o maior do Brasil, será mais um desafio para o novo governador do Pará . Ainda segundo a pesquisa do IBGE, seriam necessárias ao menos 80 mil unidades habitacionais para a correção desse problema.  A Constituição Federal de 1988 garante, no artigo 6º, a moradia como direito social de todos.