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Segundo chefe da missão de Observação Eleitoral da organização, fenômeno que marca as eleições brasileiras de 2018 é "sem precedentes" no continente

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se contra pedido de habeas corpus de Lula no STF
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 14.12.17
Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se contra pedido de habeas corpus de Lula no STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tem uma reunião marcada para esta sexta-feira (26), pela tarde, com integrantes da Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA). No encontro, Dodge debate fake news com os membros da OEA. 

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Esse encontro ocorre a dois dias do segundo turno das eleições 2018 e um dia depois da chefe da missão, Laura Chinchilla, chamar a disseminação de notícias falsas na internet e aplicativos de fenômeno “sem precedentes”. Dodge debate fake news porque esse se tornou o assunto recorrente no País desde o primeiro turno.

Nos últimos dias, tanto a procuradora-geral quanto os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se manifestaram sobre o tema. Além disso, a Polícia Federal também está atenta às denúncias e faz investigações a respeito das notícias falsas.

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Após um encontro com o candidato Fernando Haddad (PT), nesta quinta-feira (25), em São Paulo, a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla afirmou que a disseminação de fake news preocupa o grupo de especialistas – que deu o alerta já no primeiro turno das eleições. Na ocasião, Haddad lhe entregou um documento com denúncias contra a campanha do seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL).

“Outro fator que tem nos preocupado, e isso alertamos desde o primeiro turno, e que se intensificou neste segundo, foi o uso de notícias falsas para mobilizar a vontade dos cidadãos. O fenômeno que estamos vendo no Brasil talvez não tenha precedentes, fundamentalmente porque é diferente de outras campanhas eleitorais em outros países do mundo”, afirmou Laura.

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O grupo de observadores com quem Dodge debate fake news hoje reúne 48 especialistas de 38 nacionalidades. Eles vão se dividir entre o Distrito Federal e 11 estados da federação para o acompanhamento do segundo turno das eleições. Ao final da reunião, será elaborado um breve relatório, que vai ser encaminhado à Organização dos Estados Americanos.

* Com informações da Agência Brasil.

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