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Presidente do PSL disse ao jornal O Estado de São Paulo que juiz da Lava Jato se enquadra no perfil "sério e patriota" que o presidenciável deseja no STF

Jair Bolsonaro quer o juiz Sérgio Moro no STF, segundo presidente nacional do PSL
iG Arte | Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados | Agência Brasil
Jair Bolsonaro quer o juiz Sérgio Moro no STF, segundo presidente nacional do PSL

O presidente nacional do PSL e um dos principais coordenadores da campanha do candidato Jair Bolsonaro, Gustavo Bebianno, afirmou que o presidenciável deseja "uma pessoa séria, patriota e que quer o bem para o Brasil" no Supremo Tribunal Federal. Nesse contexto, Bolsonaro estuda a possibilidade de colocar o juiz Sérgio Moro no STF.

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O plano de ter Sérgio Moro no STF foi adiantado por Bebianno em entrevista publicada neste domingo (21) pelo jornal O Estado de S.Paulo , para o qual o presidente do PSL declinou da ideia do próprio candidato para aumentar o número de ministros no Supremo (atualmente, são 11).

"De forma alguma há o desejo do Executivo de impor qualquer alteração do Judiciário. Os ministros são independentes. Acho que, nos próximos quatro anos, seriam dois casos de aposentadoria compulsória. Duas indicações pela Presidência da República. Serão indicações absolutamente republicanas, feitas pela competência e credibilidade. É muito ruim qualquer tipo de questionamento sobre a lisura do STF. Seria bom que o STF recuperasse a sua credibilidade. Ter um ministro com o perfil do juiz Sérgio Moro seria muito bom. É um nome que se cogita, sim. Ele é uma pessoa séria, patriota e que quer o bem para o Brasil. Nossa relação com o STF será a melhor possível, harmoniosa", afirmou.

Gustavo Bebianno defendeu ainda um "bom diálogo" com o Congresso em eventual governo do capitão da reserva, o que não afasta a possibilidade de alianças com partidos como o MDB, de Michel Temer, e o DEM, do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

"A Câmara tem vida própria, e acho saudável que o presidente da Câmara não seja do PSL, apesar de ser legítimo o interesse dos membros do PSL pela vaga. Mas, com muita concentração de poder, na presidência da Câmara o partido acabaria se confundindo com a presidência do Executivo", explanou.

"De um modo geral, a gente precisa do Congresso para governar. Então é importante que haja um bom diálogo", continuou Bebianno, que sugeriu ainda "um partido de centro, como o MDB ou o DEM" para a presidência da Câmara. Nesse contexto, o aliado de Bolsonaro disse ainda que Rodrigo Maia "é um bom nome" para seguir nesse posto.

Questionado se eventual aliança com os mesmos nomes e mesmos partidos não contraria o discurso de Bolsonaro contra o modus operandi de Brasília, Bebianno contemporizou. "Isso já mudou, mesmo antes de começar a nova legislatura, o novo governo. Esse paradigma já foi quebrado por um homem só, chamado Jair Bolsonaro . São 52 deputados eleitos por um único homem, que carrega uma bandeira de um ideal de uma pátria livre democrática, livre da mentalidade arcaica, mesquinha, atrasada, imposta pela esquerda bolivariana que insiste em se apoderar do Brasil."

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Além de Sérgio Moro no STF, o que mais Bolsonaro quer em eventual governo?

Presidente do PSL, Gustavo Bebianno adiantou plano de Bolsonaro de colocar juiz Sérgio Moro no STF
Fernando Frazão/Agência Brasil - 18.10.18
Presidente do PSL, Gustavo Bebianno adiantou plano de Bolsonaro de colocar juiz Sérgio Moro no STF

Para o primeiro momento de um possível governo Bolsonaro, o presidente nacional do PSL voltou a defender que haverá esforços pela redução da maioridade penal (para 16 ou 17 anos) e para a liberação do porte de armas. Questionado sobre leis voltadas para minorias, Bebianno disse que quer que o Estado "não se meta" na vida privada dos cidadãos, mas que não concorda com o "excesso de poderes para minorias".

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Além de adiantar o plano de ter Sérgio Moro no STF , Gustavo Bebianno disse ainda que, se eleito, Bolsonaro, pretende estimular "relações mais diretas entre patrão e empregado", mas garantiu que as mudanças na legislação trabalhista passarão por discussão, respeitando "a cultura do Brasil, que á uma cultura paternalista".