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Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anuncia acordo assinado com a presidente do TSE, Rosa Weber, para que denúncias de eleitores sejam registradas em tempo real e disponibilizadas online para acompanhamento

Denúncias de fraudes nas urnas eletrônicas deverão se registradas online e tempo real no segundo turno
Nelson Jr./ ASICS/ TSE
Denúncias de fraudes nas urnas eletrônicas deverão se registradas online e tempo real no segundo turno

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou nesta terça-feira (16) que todas as denúncias feitas por cidadãos nas seções eleitorais sobre fraudes nas urnas ou irregularidades no processo de votação no segundo turno a ser realizado no dia 28 de outubro serão registradas em tempo real pelos mesários e disponibilizadas online para acompanhamento da apuração do caso.

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Jungman comunicou que ele e a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, assinaram também nessa terça-feira, mais cedo, um termo de orientação conjunta com diretrizes a serem seguidas por mesários e presidentes das seções eleitorais diante de denúncias de fraudes nas urnas .

Segundo explicou o ministro, nesses casos, os mesários e os presidentes de seções eleitorais deverão fazer o registro das denúncias e enviá-las em tempo real ao sistema da Justiça Eleitoral, por meio de uma funcionalidade acrescentada ao aplicativo Pardal, que já se encontra disponível.

Ministro da Defesa, Raul Jungmann afirmou que com orientações para que mesários registrem denúncias de fraudes nas urnas eletrônicas espera reduzir os boatos sobre fragilidade das urnas eletrônicas
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro da Defesa, Raul Jungmann afirmou que com orientações para que mesários registrem denúncias de fraudes nas urnas eletrônicas espera reduzir os boatos sobre fragilidade das urnas eletrônicas

"A grande vantagem aqui é que toda e qualquer denúncia estará registrada e colocada em rede aberta, e vocês vão poder conferir o 'se' o 'quando' e o 'como', e qual o resultado daquela apuração. Essa é a maneira mais transparente que você pode dar a qualquer tipo de problema que seja verificado por qualquer eleitor ou eleitora”, disse Jungmann após assinar o termo, no TSE.

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Segundo o ministro, o objetivo é desencorajar que denúncias sejam feitas após o eleitor deixar a seção eleitoral. Desse modo, acredita o ministro, ficaria mais fácil separar situações verdadeiras de boatos que tenham como objetivo somente abalar a credibilidade da urna eletrônica . Ainda de acordo com Jungmann, reclamações posteriores necessitariam assim apresentar também uma justificativa para não terem sido feitas na hora da votação.

“Acredito que qualquer denúncia que venha a ser feita, deve ser devidamente investigada e apurada. Agora, não entendo por que se você tem a mesa ali, o mesário está ali, o presidente [da seção] está ali, ele tem um aplicativo, tem a determinação de fazê-lo [registrar a denúncia], por que fazer depois? No mínimo uma justificativa tem que ser dada a esse respeito”, defendeu o ministro.

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Jungmann informou que espera receber até o fim de semana um relatório da Polícia Federal (PF) com o resultado das investigações sobre todas as irregularidades e possíveis fraudes em urnas eletrônicas relatadas no primeiro turno das eleições. Ele disse que “quem usa fake news para tirar a credibilidade ou para deturpar ou causar comoção, aí de fato não tem jeito, tem que ser punido”.

*Com informações da Agência Brasil