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Fernando Haddad faz aceno a Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSOL), Ciro Gomes (PDT) e ao PSB; partidos definem apoios nesta semana

Haddad busca apoio de ex-rivais na disputa presidencial
Divulgação/PT
Haddad busca apoio de ex-rivais na disputa presidencial

O candidato à presidência da República Fernando Haddad (PT) já busca ampliar o arco de alianças de seu partido para o segundo turno das eleições. Em Curitiba, onde concedeu entrevista coletiva, o candidato petista acenou aos ex-rivais e pediu a união dos democratas no dia 28 de outubro. Haddad busca apoio, nesse momento, do PSB, que não disputou a presidência, da Rede de Marina Silva, do PSOL de Guilherme Boulos e do PDT de Ciro Gomes.

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"Temos total tranquilidade para ajustar parâmetros do programa que pretendemos fazer para resgatar reafirmação dos direitos, dos valores democráticos, que está no cerne do nosso projeto", disse, afirmando haver "grande convergência" entre o seu projeto de governo e o de Ciro, por exemplo. Haddad busca apoio do ex-rival, que ficou em terceiro na disputa presidencial, e representa um importante ativo na virada almejada no segundo turno.

"Vou conversar com as forças democráticas do País, representadas por algumas candidaturas como as de Ciro Gomes, Guilherme Boulos, mantendo ainda contato com governadores do PSB. Tenho interesse que essas forças estejam reunidas em torno desse projeto de restauração e inclusão social, como tratamos no primeiro turno com o PCdoB", disse o presidenciável.

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O petista afirmou também ser necessário um pacto entre a sua candidatura e o PSL para coibir as notícias falsas veiculadas na internet . Vamos tentar estabelecer um protocolo ético para o tipo de abordagem que vai ser feito na campanha. Uma carta de compromisso contra difamação anônima", propôs.

Haddad acrescentou, ainda, que respeito aos valores democráticos será a base de sua campanha. Segundo ele, apresentará seu plano econômico sustentado na preservação do Estado do bem-estar social.

"O retorno do neoliberalismo vai agravar a crise e vamos seguir um modelo que não deu certo na Argentina”, pontuou. 

O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação de Lula disse, por fim, que pretende ir a todos os debates e sabatinas para os quais for convidado. "Só tive 20 dias de campanha, ao contrário de todos os candidatos, que há anos em campanha", explicou. 

Um dia após o primeiro turno, Haddad busca apoio em sua difícil missão de reverter os resultados de 7 de outubro, quando apareceu em segundo lugar na disputa presidencial. 

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