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Candidato petista à Presidência reafirmou em comício no Rio de Janeiro que a prisão do ex-presidente é arbitrária; ele também criticou Jair Bolsonaro

Numa mistura da campanha 'Lula livre' e da campanha 'Haddad presidente', o candidato petista tem visitado Lula em Curitiba
Agência PT / Joka Madruga
Numa mistura da campanha 'Lula livre' e da campanha 'Haddad presidente', o candidato petista tem visitado Lula em Curitiba

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, continua levando o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a todos os seus eventos de campanha pelo País. Desta vez, na noite desta segunda-feira (1º), Haddad reafirmou que busca deixar Lula livre da cadeia e, em um comício no centro do Rio de Janeiro, disse que buscará "todas as formas jurídicas" de ajudá-lo.

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"Vou ver todas as formas jurídicas de ajudar o Lula porque o Lula está preso injustamente e todo mundo sabe disso", afirmou Fernando Haddad. "Ficam querendo dar uma roupagem de legalidade para uma tamanha arbitrariedade como essa", continuou, dando a entender mais uma vez que a prisão do ex-presidente é política e arbitrária. A campanha ' Lula livre ' tem acompanhado a campanha de Haddad à presidência.  

Condenado em segunda instãncia pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o ex-presidente Lula está preso desde o dia 7 de abril, na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Ele responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com uma pena de 12 anos e 1 mês de prisão.

Ainda em seu comício, Haddad, que está em segundo lugar nas pesquisas de intenções de voto, criticou abertamente o primeiro colocado nos levantamentos, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e citou a relação do candidato com o eleitorado feminino

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Segundo Haddad, os aliados de Bolsonaro têm ofendido as mulheres. Ele citou a declaração do vice do candidato do PSL, o general Hamilton Mourão, que relacionou a violência com a ausência de figuras masculinas nas famílias. Além disso, Haddad lembrou do filho de Bolsonaro, Eduardo, que afirmou que as mulheres de direita são mais bonitas e higiênicas do que as de esquerda.

"Fico pensando no que passa na cabeça dessas pessoas para fazer política ofendendo as mulheres", disse, acrescentando que elas "carregam o país nas costas" com quatro jornadas de trabalho diárias.

Prosseguindo com o seu ataque a Bolsonaro,  Haddad afirmou que a saída para o Brasil não passa pelo armamento da população. "Não queremos mãos armadas, queremos livro numa mão e carteira assinada na outra", repetindo o que vem dizendo nos últimos debates presidenciais.

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Por fim, Haddad se despediu fazendo uma referência ao movimento de protestos impulsionado por mulheres contra o candidato Bolsonaro: "Ele não, Lula livre !". Sua fala ao público durou cerca de 15 minutos, no evento que ocorreu na Cinelândia.