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Segundo a revista Veja, acusações estão registradas em um processo de mais de 500 páginas; atualmente, a ex-esposa do candidato nega acusações e usa o sobrenome Bolsonaro em sua campanha pelo cargo de deputada federal

Segundo processo movido pela ex-mulher, Jair Bolsonaro furtou US$ 30 mil e R$ 800 mil de um cofre no Banco do Brasil
Divulgação
Segundo processo movido pela ex-mulher, Jair Bolsonaro furtou US$ 30 mil e R$ 800 mil de um cofre no Banco do Brasil

A advogada Ana Cristina Valle, ex-mulher do candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, o acusou de furtar um cofre de um banco, de ocultar patrimônio e de receber pagamentos não declarados, além de possuir um "comportamento explosivo" de "desmedida agressividade". As informações foram publicadas em reportagem da revista Veja .

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Segundo a publicação desta sexta-feira (28), a revista teve acesso a um processo de mais de 500 páginas movido por Ana Cristina contra Jair Bolsonaro . A ação foi aberta durante o processo de divórcio entre eles. Ela foi a segunda esposa do presidenciável e a união entre eles durou dez anos.

De acordo com o texto, Bolsonaro teria furtado US$ 30 mil e R$ 800 mil de um cofre que a então esposa mantinha em uma agência do Banco do Brasil. Ela também afirmou que sofria ameaças de morte vindas do parlamentar, e contou que resolveu se separar por causa do “comportamento explosivo” e da “desmedida agressividade” de Bolsonaro .

Pelas acusações sobre o caso do cofre, a advogada foi chamada duas vezes para depor. Porém, ela não compareceu a qualquer audiência e, em 2017, o caso foi encerrado sem esclarecimentos.

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No longo processo, ainda segundo a revista, a ex-mulher de Bolsonaro afirma que o parlamentar chegava a receber R$ 100 mil por mês, sendo que R$ 26,7 mil eram oriundos de seu cargo público como deputado federal, R$ 8,6 mil vinham de aposentadoria militar e o resto vinha através de "outros proventos", que ela não especificou quais seriam.

Bolsonaro também, segundo a ex-esposa, teria ocultado patrimônio pessoal da Justiça Eleitoral em 2006, quando foi candidato a deputado federal. Na ocasião, ele declarou bens que somavam, na época, R$ 433,9 mil.

Porém, em outra relação de bens apresentada por Ana Cristina, e na declaração do Imposto de Renda do ex-marido, eram citadas mais três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes, omitidos por Bolsonaro à Justiça Eleitoral. Hoje, somados, os bens que teriam sido omitidos pelo então candidato a deputado teriam o valor de R$ 7,8 milhões.

A ação contra Bolsonaro foi aberta em 2008 na 1ª Vara de Família do tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assim que o casal se separou. Juntos, tiveram um filho chamado Renan.

Hoje, Ana é apoiadora do ex-marido nas eleições, e recentemente negou que tenha denunciado Bolsonaro por ameaças. Segundo a própria revista Veja , confrontada pelas afirmações dadas em processo, Ana disse que "quando você está magoado, fala coisas que não deveria".

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Atualmente, a ex-esposa de Jair Bolsonaro continua usando o sobrenome dele, mesmo separada. Ela concorre ao cargo de deputada federal pelo partido Podemos do Rio de Janeiro.