Joaquim Roriz foi governador do Distrito Federal por quatro vezes
Fellipe Bryan, iG Brasília
Joaquim Roriz foi governador do Distrito Federal por quatro vezes

Morreu nesta quinta-feira (27), em Brasília, o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz. Ele estava internado no Hospital Brasília e a informação sobre a sua morte foi confirmada logo cedo pela assessoria de sua filha, Liliane Roriz.

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Joaquim Roriz havia dado entrada no hospital no último dia 24 devido a uma pneumonia. Hoje, por volta das 7h50, ele faleceu em consequência de um infarto do miocárdio. Ele sofria de doença renal crônica e diabetes.

Joaquim Domingos Roriz teve o nome reconhecido nacionalmente ao governar o Distrito Federal por 14 anos. Ficou conhecido por adotar medidas polêmicas, como a ampla distribuição de lotes e projetos de moradias populares que marcaram suas gestões. 

O ex-governador do Distrito Federal deixou vida política em 2010, quando teve a candidatura questionada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a impugnação, com base na lei Ficha Limpa.

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Em 2006, ele chegou a se candidatar ao Senado e até assumiu o cargo, em fevereiro de 2007. Mas renunciou cinco meses depois, em meio a denúncias de envolvimento em corrupção no governo do Distrito Federal . O caso ficou conhecido como o escândalo da Bezerra de Ouro. Foi o mandato de senador mais rápido da história.

A saúde de Roriz  se agravou nos últimos anos. Em agosto de 2017, Roriz precisou amputar dois dedos do pé esquerdo, depois da complicação do diabetes. Alguns dias depois, precisou voltar ao hospital para amputar a perna direita na altura do joelho.

Junto às vitórias eleitorais, pesam sobre o ex-governador uma série de acusações. Em fevereiro deste ano, por decisão judicial, Roriz deixou de responder ao processo que trata de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro do edifício Monet, localizado em Águas Claras.

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Joaquim Roriz e suas três filhas, Jaqueline, Wesliane e Liliane, são acusados de terem sido beneficiadas com 12 apartamentos em troca de favores. Os imóveis teriam sido uma espécie de pagamento pela facilitação do empréstimo do Banco de Brasília (BRB) à construtora WRJ Engenharia, empreiteira que ergueu o prédio. 

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