Juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, autorizou bloqueio de contas pedido pelo MPF
Geraldo Magela/Agência Senado - 1.12.16
Juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, autorizou bloqueio de contas pedido pelo MPF

O juiz federal Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 50 milhões de Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete e braço direito do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB). Os dois foram alvos da 53ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nessa terça-feira (11) , que investiga esquema acerca de contratos com a Odebrecht para a duplicação da rodovia PR-323.

O bloqueio determinado pelo juiz Sérgio Moro atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e alcança também o empresário Jorge Theodócio Atherino, apontado como operador de propinas de Beto Richa, e da esposa do empresário, Flora Leite. O ex-governador do Paraná e candidato a senador pelo PSDB foi preso ontem pela manhã, juntamente à sua esposa, em decorrência de outra operação, do Ministério Público estadual, que apura desvios de recursos em programa de recuperação de estradas rurais.

Em despacho, Moro fixou em R$ 10 milhões o valor máximo de bloqueio em cada conta corrente apontada pelos investigadores como possíveis caminhos por onde passaram a propina da Odebrecht . Além das contas pessoais dos investigados, também sofreram bloqueios contas de duas empresas de Deonilson e de Jorge Theodócio.

"Não importa se tais valores, nas contas bancárias, foram misturados com valores de procedência lícita. O sequestro e confisco podem atingir tais ativos até o montante dos ganhos ilícitos. Considerando os valores da propina acertada, R$ 50 milhões, resolvo decretar o bloqueio das contas dos investigados até esse montante", escreveu o juiz.

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Ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) foi alvo de fase da Operação Lava Jato autorizada pelo juiz Sérgio Moro
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Ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) foi alvo de fase da Operação Lava Jato autorizada pelo juiz Sérgio Moro

Segundo relatório da Polícia Federal, uma das empresas de Deonilson Rodo recebeu R$ 135 mil em depósitos feitos em espécie, entre setembro e dezembro de 2014. De acordo com denúncia oferecida no início do mês à Justiça Federal em Curitiba, o período em que os depósitos ocorreram coincidem com os relatados por delatores da Odebrecht sobre acertos feitos entre aliados de Beto Richa e o chamado departamento da propina da construtora.

Durante as investigações, foram realizadas interceptações telefônicas que, segundo o MPF, "demonstraram que Deonilson Roldo está atualmente coordenando de forma oculta a campanha de Beto Richa" para o Senado, enquanto Jorge Atherino "continua usando suas empresas para movimentação expressiva de valores sem origem identificada".

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Assim como Richa, Deonilson e Jorge Theodócio também foram presos nessa terça-feira, por determinação do juiz Sérgio Moro . Foi ordenada ainda a prisão de Tiago Correia Adriano Rocha, tido como operador de Jorge Theodócio, responsável pelas transações financeiras do empresário.

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