Frente à tragédia no Rio, o ministro Carlos Marun defendeu que os museus busquem formas de gerar receita própria
Alan Santos/PR - 15.12.17
Frente à tragédia no Rio, o ministro Carlos Marun defendeu que os museus busquem formas de gerar receita própria

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, classificou o incêndio no Museu Nacional , no Rio de Janeiro, que destruiu a instituição de 200 anos na noite desse domingo (2), como uma "fatalidade". Além disso, afirmou – em resposta às críticas ao governo federal – que, agora que a tragédia aconteceu, "tem muita viúva chorando" pelo museu, sendo que 'não o amavam tanto assim'.

"Na televisão, por exemplo, eu não tenho visto ultimamente, pelo menos em um horário, alguém destacando a história do museu, valorizando o museu para que ele se tornasse mais amado pela nossa população. Está aparecendo muita viúva apaixonada, mas na verdade essas viúvas não amavam tanto assim o museu", afirmou Carlos Marun em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (3).

A reação de Marun vem depois de uma série de comentários que culpabilizam o governo federal pelo incêndio no Museu Nacional . Isso porque, segundo os argumentos, o governo teria deixado de fazer repasses de recursos para a instituição.

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De acordo com o ministro de Temer , porém, o local era administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que tinha autonomia para gerenciar seus gastos e investimentos. Questionado então sobre se consideraria que a UFRJ negligenciou o museu, Marun disse apenas que não iria "culpar ninguém". "Não conheço o que a UFRJ priorizou", afirmou.

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Carlos Marun defende que museus tenham receita própria

Frente à tragédia no Museu Nacional, Carlos Marun defende 'formas de receita que não sejam somente recursos da União'
Tânia Rêgo/ABr
Frente à tragédia no Museu Nacional, Carlos Marun defende 'formas de receita que não sejam somente recursos da União'

Além disso, o ministro defendeu que os museus desenvolvam diferentes formas de financiamento próprio para gerar receitas, a fim de não dependerem tanto dos repasses do governo.

"O Brasil tem centenas de museus extremamente importantes onde eu tenho convicção de que temos dificuldades de manutenção em muitos deles, principalmente nos que não têm sustentação própria", disse. "A visitação deve ser sim uma forma de sustentação e temos que ter uma forma de divulgação das coisas boas", afirmou. "Temos que buscar formas de receita que não sejam somente o aporte de recursos da União", completou.

Ainda ontem, o governo federal anunciou a criação de um comitê executivo com representantes do Ministério da Cultura (MinC), da Educação (MEC), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do próprio Museu Nacional para recuperar a instituição. Outros órgãos do governo, como a Casa Civil e o Ministério do Planejamento também devem atuar nas ações de recuperação do museu.

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De acordo com o ministro da Educação, Rossieli Soares, a pasta irá repassar, já nesta semana, R$ 10 milhões para a UFRJ contratar ações emergenciais para evitar novos desabamentos e proteger a estrutura que resistiu às mais de seis horas de chamas que atingiram o prédio. Carlos Marun não comentou tal ação do governo federal.

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