Segundo relato dos vigilantes, fogo no Museu Nacional do Rio de Janeiro teria começado de cima para baixo
Tânia Rêgo/ABr
Segundo relato dos vigilantes, fogo no Museu Nacional do Rio de Janeiro teria começado de cima para baixo

Universidades, professores e pesquisadores de todo o país se unem em protesto contra o incêndio que atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruindo a maior parte do acervo, que reunia 20 milhões de itens. Para todos eles, o dano causado pela catástrofe é irreparável.

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Marco Aurélio Caldas, um dos museólogos responsável pelo acervo do Museu Nacional e que foi autorizado a entrar no prédio junto dos bombeiros que trabalham para conter o fogo no local, não há esperanças de recuperação das principais peças lá guardadas. “Acabou tudo”, disse, ao ser perguntado pelo jornal Folha de S.Paulo se o fóssil de Luzia, a mais antiga habitante da América Latina, fora recuperado.

Em nota, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e universidades lamentaram o episódio. “O Andes vem a público denunciar o descaso para com as diversas manifestações dos curadore(a)s, pesquisadore(a)s e demais interessado(a)s sobre a manutenção e conservação do Museu Nacional.”

O Museu Nacional é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ ), responsável por cursos livres e pós-graduação em distintas áreas.

“Somos solidário(a)s e estaremos ombro a ombro na luta pela defesa deste espaço, acreditando que a restauração de sua estrutura celebre a repactuação da ciência, da tecnologia, da educação e das artes como vetores de combate à dependência tecnológica, bem como ao combate à pobreza e à miséria que assolam nossa nação”, diz a nota.

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Para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), há uma “perda irreparável” do patrimônio histórico, antropológico, artístico e cultural decorrente do incêndio.

“O triste fim das coleções, das obras de arte, dos achados arqueológicos e paleontológicos e dos documentos que ali estavam salvaguardados representa um duro golpe para a memória de nosso país”, diz a nota da UFRS.

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) usou as redes sociais para lamentar o que chamou de “tragédia”. Para a Universidade Federal Fluminense ( UFF ), a perda é incalculável.

“Obras, documentos e incontáveis peças de valor arqueológico, antropológico, botânico, zoológico e cultural foram consumidas pelas chamas que tomara o Museu Nacional . Uma calamidade para a ciência brasileira e uma perda irreparável para a memória nacional”, diz a nota da UFF.

* Com informações da Agência Brasil

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