Propaganda de Geraldo Alckmin foi motivo de representação da coligação de Jair Bolsonaro no TSE
Reprodução/Facebook/Geraldo Alckmin
Propaganda de Geraldo Alckmin foi motivo de representação da coligação de Jair Bolsonaro no TSE

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Sérgio Banhos rejeitou pedido de liminar apresentado pela coligação PSL-PRTB, que apoia Jair Bolsonaro na eleição presidencial , contra propaganda veiculada na televisão e na internet pela campanha do candidato Geraldo Alckmin (PSDB).

Batizado de "A bala", o vídeo produzido pela equipe de Alckmin e contestado pela coligação de Jair Bolsonaro  mostra a trajetória de um projétil atingindo diversos objetos, cada um com uma etiqueta identificando problemas sociais como "fome", "analfabetismo" e "saneamento básico". Ao fim da propaganda, o projétil se direciona a uma criança, quando aparece a frase "Não é na bala que se resolve".

A coligação PSL-PRTB pediu ao TSE a suspensão da peça publicitária, sob a alegação de que ela faz uso de computação gráfica (o que é proibido quando o recurso pretende alterar ou falsear a realidade) e que a propaganda "ataca diretamente" Bolsonaro, "no intuito de desequilibrar a disputa eleitoral, ofendendo a lisura e a moralidade do pleito".

O ministro Sérgio Banhos acatou argumento da defesa de Alckmin no sentido de que não houve computação gráfica na peça, mas sim o uso de câmera lenta. O magistrado também rejeitou as reclamações de que a propaganda ataca diretamente o candidato do PSL.

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"Não se verifica irregularidade capaz de denegrir a imagem do representante. A uma porque não houve qualquer referência ao seu nome ou a sua imagem na propaganda eleitoral ora impugnada. A duas porque imagens tidas como 'impactantes' como a utilizada na inserção são apresentadas diariamente nos telejornais, uma vez que a violência explícita, lamentavelmente, é uma realidade do País", escreveu Banhos, que pediu manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre o caso.

Leia também: Ministro do TSE proíbe PT de veicular propagandas com Lula candidato

Campanha de Jair Bolsonaro faz caçada contra críticos

Militar da reserva do Exército, Jair Bolsonaro (PSL) lidera pesquisa de intenções de votos em cenário sem Lula
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 19.5.16
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Esta não foi a primeira vez que a  campanha de Bolsonaro recorre à Justiça Eleitoral contra propagandas de adversários. A coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos, que apoia o ex-capitão do Exército, já representou ao menos 22 vezes no TSE contra peças publicitárias de outros candidatos.

Os principais alvos dos processos de Jair Bolsonaro foram justamente Geraldo Alckmin e também o Facebook – este, em geral, por suposta divulgação de propaganda eleitoral negativa por meio de perfis anônimos.

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