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Candidato disse que taxar suas propostas como rasas é ato de quem "não sabe ler e interpretar" e lamentou demissão de funcionária fantasma

Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil - 22.06.2016
"Se o cara não sabe ler e interpretar, não posso dizer nada", disse Jair Bolsonaro sobre críticos ao seu plano de governo

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro , desdenhou das críticas recebidas ao seu plano de governo, considerado raso e superficial por especialistas.

"Não posso responder ao analfabeto que falou isso aí. Se o cara não sabe ler e interpretar não posso dizer nada", disse Jair Bolsonaro ao jornal Folha de S.Paulo  durante a cerimônia para formatura de Sargentos da Polícia MIlitar de São Paulo, realizada no sambódromo do Anhembi na manhã desta sexta-feira (17).

Questionado sobre se teme perder votos para o candidato Cabo Daciolo (Patriotas), outro militar conservador que ganhou destaque no primeiro debate entre os presidenciáveis na TV, Bolsonaro riu. "Eu conheço o Daciolo há muito tempo, tenho um bom relacionamento com ele no plenário."

O presidenciável do PSL também havia comentado o cenário eleitoral durante passagem por Minas Gerais nesta semana, quando criticou a candidatura do ex-presidente Lula (ele próprio pediu sua impugnação no Tribunal Superior Eleitoral ) e falou sobre a possibilidade de Fernando Haddad (PT) herdar os votos de Lula na região Nordeste do País. "Ele tem esse poder sim. Não tanto quanto ele que pode", avaliou.

Jair Bolsonaro promete emprego a Wal, sua suposta funcionária fantasma

Jair Bolsonaro tenta encarnar papel do novo:
Divulgação
Jair Bolsonaro tenta encarnar papel do novo: "Não sou nada na política. Sou de baixíssimo clero"

Bolsonaro também lamentou a demissão de Walderice Santos da Conceição, a Wal, que recebia salário como secretária de seu gabinete na Câmara dos Deputados desde 2003, mas foi flagrada pela reportagem da Folha vendendo açaí em Mambucaba , em Angra dos Reis, onde Bolsonaro tem casa.

"Qualquer recurso público tem que ser cuidado. Ela pediu demissão chorando.. Pode ter certeza que eu vou arrumar algo... Não só para ela. Eu, sendo presidente, vou arranjar emprego para milhões de brasileiros", disse o candidato , que negou ser alguém do estabilshment  político brasileiro. "Eu não sou nada na política, cara. Sou de baixíssimo clero. Comecei a andar o Brasil tem quatro anos", declarou.

Jair Bolsonaro é um dos convidados a participar do segundo debate entre os presidenciáveis, que será realizado pela RedeTV na noite desta sexta. Também estarão no evento os candidatos Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSol), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede).

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