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Cinco meses após o assassinato não solucionado de Marielle Franco (PSOL), projetos da vereadora seguem na Câmara do Rio de Janeiro

Câmara aprova projetos da vereadora Marielle Franco, assassinada em março
Reprodução/Facebook
Câmara aprova projetos da vereadora Marielle Franco, assassinada em março

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou, nesta terça-feira (14), cinco projetos de lei (PLs) apresentados pela vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada há cinco meses, no centro da cidade, junto com o motorista Anderson Gomes.

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Um dos projetos de Marielle Franco aprovados foi o PL 017/2017, que institui o programa Espaço Infantil Noturno de Atendimento à Primeira Infância, na capital do estado.

Já PL 103/2017 inclui o Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra no calendário oficial do município. Também aprovado, o PL 417/2017 cria a campanha permanente de conscientização e enfrentamento ao assédio e violência sexual na cidade do Rio.

Foram aprovados ainda os projetos de lei 515/2017, que institui o Programa de Efetivação de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto no município do Rio, e 555/2017, que cria o Dossiê Mulher Carioca.

A Câmara de Vereadores aprovou ainda projeto de autoria das vereadoras Teresa Bergher, Tania Bastos e Luciana Novaes, entre outras, que dá o nome de Marielle à tribuna localizada no Plenário Teotônio Villela, daquela Casa.

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Deputados são suspeitos de envolvimento em morte de Marielle Franco

Cinco meses após assassinato de Marielle Franco, governo ainda não conseguiu apontar culpados
Fernando Frazão/Agência Brasil - 10.5.18
Cinco meses após assassinato de Marielle Franco, governo ainda não conseguiu apontar culpados

Ex-policiais, milicianos e um vereador carioca, Marcello Siciliano (PHS), já foram apontados pelos investigadores do assassinato de Marielle e Aderson Gomes como possíveis mandantes e executores do crime. Surgiram novos indícios, contudo, de que escalões mais altos estariam também envolvidos na morte da vereadora.

Os deputados estaduais do Rio de Janeiro Paulo Mello, Edson Albertassi e Jorge Picciani , este ex-presidente da Câmara, todos do MDB, estão sendo investigados pela Polícia Civil por supostamente estarem por trás da ordem de assassinar a vereadora.

A intenção, neste caso, seria atingir Marcelo Freixo (PSOL), deputado estadual e padrinho político da psolista.

Foi o próprio Marcelo Freixo quem relatou, à revista Veja , que os delegados trabalham com a hipótese de que os deputados do MDB estariam envolvidos no crime que vitimou Anderson Gomes e Marielle Franco . Cinco meses após o assassinato da vereadora, a polícia ainda não conseguiu desvendar o crime.

* Com informações da Agência Brasil

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